ALICANTE 12 nov. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe científica da Universidade de Alicante (UA) e da Universidade Miguel Hernández (UMH) publicou um estudo na revista "Ecology Letters" que revelou "limiares críticos" de perda de biodiversidade em ecossistemas áridos globais.
O estudo, liderado pelo pesquisador do Departamento de Ecologia da UA, Jon Morant, analisa a "riqueza taxonômica e trófica de vários organismos", de bactérias a mamíferos, em 290 ecorregiões áridas em todo o mundo.
Os resultados mostram que "a perda de biodiversidade não ocorre de forma linear, mas que há limites específicos de aridez", com valores entre 0,45 e 0,95 no índice de aridez, após os quais a diversidade pode cair entre 19% e 54%, dependendo do grupo trófico estudado, explicou a UA em um comunicado.
O estudo também mostra que "a pressão humana, as mudanças climáticas e as alterações no uso da terra exacerbam essas perdas, afetando a estabilidade e os processos ecológicos que mantêm os ecossistemas".
"A produtividade primária e a riqueza de espécies vegetais podem atuar como amortecedores, ajudando a mitigar os efeitos negativos e favorecendo a recuperação e a conservação do meio ambiente", explicou Morant.
De acordo com a pesquisa, "as terras secas cobrem aproximadamente 41% da superfície terrestre da Terra e abrigam de 30 a 40% da biodiversidade global". "Esses habitats são vitais não apenas porque sustentam uma grande proporção dos organismos vivos do planeta, mas também porque fornecem serviços ecossistêmicos essenciais para a sobrevivência humana e a estabilidade ecológica", disse ele.
O número de espécies de plantas, em particular, está "diretamente relacionado à funcionalidade desses ecossistemas" e influencia "a capacidade de resistir a processos como a desertificação e os efeitos adversos das mudanças climáticas".
Além disso, as terras secas são "refúgios para espécies altamente adaptadas que não são encontradas em outros biomas", proporcionando "uma grande riqueza biológica e genética que é fundamental para a conservação global".
"PROTEGER A DIVERSIDADE BIOLÓGICA
Da mesma forma, a pesquisa "destaca a importância de implementar estratégias que reduzam as pressões antropogênicas e promovam a recuperação da vegetação para proteger a biodiversidade e as funções do ecossistema em contextos de aumento da aridez devido às mudanças climáticas".
"O fortalecimento dessas áreas com medidas de conservação e restauração é crucial, não apenas para manter sua biodiversidade única, mas também para garantir o fornecimento contínuo de serviços de ecossistema que beneficiam tanto a natureza quanto as comunidades humanas que dependem delas", disse o pesquisador da UA.
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