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MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -
Pesquisadores espanhóis de diferentes CIBER lançaram um projeto que busca novas estratégias contra o “inflammaging”, a inflamação crônica associada ao envelhecimento, com o objetivo de identificar moléculas derivadas do microbioma com potencial anti-inflamatório que possam se tornar possíveis alvos terapêuticos.
O projeto MIMIC (Microbiome-Based Interventions in Inflammaging: Discovery and Preclinical Testing of Antiinflammatory Agents), é coordenado por Sergio Serrano Villar, pesquisador da área de Doenças Infecciosas (CIBERINFEC) no Hospital Universitário Ramón y Cajal, e Cristina Ruiz Romero, pesquisadora principal da área de Bioengenharia, Biomateriais e Nanomedicina (CIBER-BBN) no Complexo Hospitalar Universitário de A Coruña.
O projeto se concentra no estudo dos chamados MIMIC, moduladores inflamatórios derivados do microbioma, que poderiam desempenhar um papel fundamental na regulação da inflamação e na melhoria da saúde em populações idosas.
Para isso, as equipes irão caracterizar a composição do microbioma e os perfis inflamatórios em diferentes populações. Está sendo recrutado um total de 270 participantes, distribuídos em diferentes faixas etárias, desde crianças até idosos, tanto saudáveis quanto com patologias associadas à inflamação, como HIV, artrite reumatoide ou obesidade.
O recrutamento, iniciado em janeiro, está em cerca de 30% e prevê-se que seja concluído em junho. Cada participante fornece amostras biológicas, principalmente sangue e fezes, juntamente com informações nutricionais detalhadas. A partir da análise desses dados, buscam determinar a idade biológica de cada participante e explorar associações com seus padrões nutricionais, o que permitirá relacionar a composição microbiana com a saúde imunológica e o inflammaging.
“Trata-se de entender o que caracteriza as pessoas biologicamente mais jovens e qual o papel desempenhado pelo seu microbioma”, explica Sergio Serrano, coordenador do projeto.
Posteriormente, avaliarão os efeitos pró-inflamatórios e anti-inflamatórios dos compostos derivados do microbioma em células endoteliais para identificar MIMICs com potencial aplicação terapêutica. Isso permitirá estabelecer uma classificação das moléculas de acordo com sua capacidade de potencializar ou mitigar a inflamação, que serão posteriormente validadas em modelos pré-clínicos murinos envelhecidos.
Nesse sentido, o objetivo final do MIMIC é avançar no desenvolvimento de novas terapias que permitam modular a inflamação associada ao envelhecimento. “Buscamos, em última instância, uma espécie de ‘pílula’ contra o envelhecimento baseada no microbioma”, afirmam os coordenadores.
Participam do estudo vários grupos de pesquisa de diversas áreas do CIBER: CIBERINFEC, CIBERFES, CIBERDEM e CIBERESP que atuam em hospitais espanhóis, entre eles o Hospital Universitário Ramón y Cajal, o Hospital Universitário La Paz, o Hospital Universitário La Princesa, o Hospital Geral Universitário Gregorio Marañón, o Hospital Universitário de A Coruña e o Hospital Sant Joan de Déu, com a participação de especialistas de diferentes áreas, como pediatria, endocrinologia, doenças infecciosas, reumatologia e geriatria.
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