Publicado 13/04/2026 07:25

Pesquisadores do CIBER avaliarão o impacto da atividade física na evolução da esteatose hepática em adultos

Archivo - Arquivo - Ilustração de um fígado danificado
ERANICLE/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -

Várias equipes do Centro de Investigação Biomédica em Rede (CIBER) avaliarão o impacto do exercício físico na evolução da esteatose hepática em adultos, graças à Primeira Chamada de Projetos Interdisciplinares do CIBER, dotada de 245.000 euros, com um período de execução de dois anos.

O projeto lançado é o EXALIVER, liderado por José Antonio Serra, pesquisador principal da área de Fragilidade e Envelhecimento Saudável (CIBERFES) no Hospital Geral Universitário Gregorio Marañón, e Olga Estévez, jovem pesquisadora da área de Doenças Hepáticas e Digestivas (CIBEREHD) na Universidade Complutense de Madri.

Além disso, reúne equipes de outras áreas e instituições: um grupo CIBEREHD no Instituto de Investigação Sanitária e Biomédica de Alicante, um grupo CIBEROBN na Universidade de Granada e um grupo CIBER-BBN na Universidade Politécnica de Madri.

Concretamente, trata-se de um projeto de pesquisa translacional que estudará como a atividade física influencia a fisiopatologia e os principais aspectos clínicos da doença hepática esteatósica associada à disfunção metabólica (MASLD), especialmente na população idosa.

QUATRO GRUPOS DE PACIENTES E EXERCÍCIO PERSONALIZADO

O estudo será desenvolvido como um teste de conceito com um número reduzido de participantes, distribuídos em quatro grupos. Entre eles, estarão pessoas com sinais iniciais de fibrose hepática, com idades entre 40 e 60 anos, bem como outro grupo de maiores de 70 anos.

Todos eles seguirão um programa de exercícios físicos com duração de três meses, com três sessões semanais, duas delas presenciais. Antes de iniciar a intervenção, cada participante será avaliado para elaborar um plano personalizado adaptado à sua capacidade física, ajustando aspectos como a intensidade ou a duração do treinamento.

Um dos diferenciais do projeto é o uso de ferramentas inovadoras para avaliar a resposta ao exercício. Entre elas, destaca-se um software especializado capaz de medir com precisão, por meio de ressonância magnética nuclear, o grau de fibrose hepática e a esteatose.

Além disso, serão utilizados dispositivos de monitoramento para analisar continuamente a atividade física, o sono e os níveis de glicose nos pacientes, o que permitirá estudar a relação entre esses fatores e a evolução da doença.

MODELOS ANIMAIS PARA COMPREENDER OS MECANISMOS

Paralelamente ao estudo em humanos, o EXALIVER desenvolverá pesquisas em modelos animais, replicando as mesmas intervenções de exercício em camundongos de diferentes idades e sexos. Essa abordagem permitirá analisar amostras biológicas e processos que não podem ser estudados diretamente nos pacientes.

Além de avaliar os benefícios gerais do exercício, o projeto busca identificar quais fatores condicionam a resposta individual de cada paciente. Para isso, serão desenvolvidos modelos preditivos que permitam antecipar os resultados com base no estado de saúde inicial e na idade, com o objetivo de conceber intervenções cada vez mais precisas e adaptadas.

O projeto, que no final do mês de março deu seus primeiros passos na área clínica com o início do programa de treinamento físico com os primeiros participantes, pretende abrir novos caminhos para prevenir e tratar uma doença cada vez mais prevalente, melhorando a saúde e a qualidade de vida da população.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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