Publicado 18/02/2026 14:38

Pesquisadores descrevem uma nova espécie de rã nas florestas dos Andes orientais do Equador

Archivo - Arquivo - Pesquisadores descrevem uma nova espécie de rã nas florestas dos Andes orientais do Equador.
INSTITUTO NACIONAL DE BIODIVERSIDAD DE ECUADOR

MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -

Pesquisadores equatorianos e norte-americanos descobriram uma nova espécie de rã terrestre nas florestas montanhosas dos Andes orientais do Equador, segundo informou nesta quarta-feira o Instituto Nacional de Biodiversidade do Equador. Chamada Pristimantis fergusoni, ela apresenta uma combinação distinta de características morfológicas que a diferenciam de outras rãs espinhosas da região. De acordo com os especialistas, esta espécie tem focinho curto com uma pequena papila na ponta (mais evidente nos machos), tubérculos cônicos proeminentes nas pálpebras e calcanhares, coloração dorsal variável entre verde-limão, laranja claro ou tons de canela, uma coloração escarlate chamativa no ventre e nas virilhas, especialmente intensa nas fêmeas, e íris amarela com uma faixa horizontal alaranjada.

É encontrada nas reservas Cerro Candelaria e Chamana, dentro do Corredor Ecológico Llanganates-Sangay (na província de Tungurahua, no centro do país) e habita entre 2.972 e 3.200 metros (m) acima do nível do mar, em florestas montanhosas superiores caracterizadas por vegetação herbácea e arbustiva. Até o momento, sabe-se que ela habita apenas duas localidades próximas uma da outra, o que sugere uma distribuição restrita. Devido às informações limitadas sobre o tamanho de suas populações e possíveis ameaças, os pesquisadores propõem classificá-la como “Dados Insuficientes” de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Com essa descoberta, os sapos do gênero Pristimantis compreendem atualmente 627 espécies e são particularmente diversos nos Andes do norte da América do Sul. No Equador, a maior diversidade é encontrada nas encostas orientais dos Andes, onde várias espécies exibem tubérculos dorsais conspícuos que produzem uma aparência espinhosa, muitas vezes esverdeada. A variação na coloração dorsal e ventral, o desenvolvimento dos tubérculos e os padrões de dobras cutâneas fornecem características informativas para distinguir entre congêneres. Esta descoberta reforça a importância biológica do alto vale do rio Pastaza. Nas últimas décadas, pelo menos 30 espécies de sapos estrabomântidos foram descritas nesta região. “A descoberta da Pristimantis fergusoni não apenas amplia o conhecimento sobre a biodiversidade equatoriana, mas também enfatiza a urgência de conservar os ecossistemas andinos diante de ameaças como as mudanças climáticas, a expansão agrícola e a perda de habitat”, destaca o Instituto Nacional de Biodiversidade do Equador.

Para realizar este estudo, os cientistas combinaram o trabalho de campo realizado entre 2008 e 2023 com análises morfológicas detalhadas e estudos moleculares realizados em laboratórios de Quito. As análises filogenéticas mostraram que a nova espécie faz parte de um clado de sapos espinhosos andinos, ajudando a esclarecer as relações evolutivas dentro deste complexo grupo.

Participaram deste estudo a Fundação EcoMinga, o Instituto Nacional de Biodiversidade (INABIO), a Fundação Oscar Efrén Reyes, a Pontifícia Universidade Católica do Equador, o Instituto Peruano de Herpetologia (IPH), a Reserva: The Youth Land Trust, o Smithsonian's National Zoo and Conservation Biology Institute e a Universidade San Francisco de Quito (USFQ).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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