Publicado 30/07/2026 09:54

Pesquisadores descobrem novas pistas sobre o povoamento do Pacífico em calendários polinésios

Pesquisadores da UMU descobrem novas pistas sobre o povoamento do Pacífico em calendários polinésios
UMU

MURCIA 30 jul. (EUROPA PRESS) -

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Múrcia (UMU) e da Universidade de Bolonha conclui que os antigos calendários lunares polinésios preservam informações sobre a expansão das primeiras comunidades humanas que povoaram as ilhas do Oceano Pacífico, de acordo com os resultados publicados na revista científica PLOS One.

A pesquisa analisou 48 listas das chamadas “noites da lua”, provenientes de diferentes arquipélagos da Polinésia Oriental, e identificou uma divisão entre as populações que coincide com hipóteses anteriormente levantadas a partir do estudo das línguas polinésias, conforme informou a UMU.

De acordo com o estudo, tanto os calendários quanto as línguas evoluíram paralelamente à medida que as comunidades foram se estabelecendo em ilhas separadas por milhares de quilômetros de oceano.

Antes da chegada dos europeus, os calendários lunares eram utilizados para organizar atividades cotidianas, como a pesca, por meio da atribuição de um nome a cada uma das aproximadamente trinta noites que compõem um mês lunar. Esse conhecimento foi transmitido oralmente ao longo de gerações e parte dele foi registrado em uma tabuinha de madeira proveniente de Rapa Nui (Ilha de Páscoa), escrita no sistema rongorongo, ainda não decifrado.

Os pesquisadores reuniram a maior compilação de calendários lunares da Polinésia Oriental já realizada até o momento, com documentos provenientes do Havaí, da Nova Zelândia, do Taiti, das Ilhas Cook, das Marquesas, de Mangareva, de Rapa Nui e de outros arquipélagos.

A análise permitiu comparar tanto os nomes das noites lunares quanto sua posição dentro do mês, por meio de um algoritmo computacional que mediu o grau de parentesco entre os diferentes calendários.

Os resultados identificam dois grandes grupos. Um deles agrupa os calendários das Marquesas, Mangareva e Rapa Nui, enquanto o outro reúne a maior parte dos demais arquipélagos da Polinésia Oriental. Os autores consideram que essa divisão coincide com classificações recentes das línguas polinésias obtidas por outras vias de pesquisa, o que reforça a hipótese de uma evolução paralela de ambos os sistemas à medida que avançava o povoamento do Pacífico.

O estudo sugere ainda que os calendários tradicionais constituem uma nova fonte de informação para reconstruir as migrações humanas na Oceania e espera que futuras pesquisas permitam incorporar novos documentos para aprofundar o conhecimento sobre o calendário lunar ancestral da Polinésia Oriental.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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