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MADRID 15 jan. (EUROPA PRESS) - Pesquisadores da Universidade Complutense de Madri (UCM) identificaram um biomarcador chave do ombro que poderia melhorar o diagnóstico e o tratamento da dor nessa região, que concentra muitas queixas musculoesqueléticas que podem afetar até um terço da população em algum momento da vida.
Este estudo, publicado na revista científica Journal of Functional Morphology and Kinesiology e baseado na revisão de 29 estudos, propõe soluções para o tratamento da dor no ombro medindo a distância acromio-humeral (AHD), que é precisamente o espaço entre o acrômio e a cabeça do úmero.
O espaço subacromial, que é representado radiologicamente pela AHD, é a estrutura anatômica que, quando apresenta valores reduzidos de distância, está associada à síndrome da dor subacromial (SAPS) e às rupturas do manguito rotador (ECA). Essas duas patologias podem piorar diretamente a mobilidade do braço e até mesmo a qualidade de vida do afetado.
Os valores mais elevados desta distância estão associados a pessoas que não apresentam sintomas. Para medir o comprimento, podem ser utilizadas ecografias, ressonâncias magnéticas ou radiografias. No entanto, a ecografia surge como a opção mais segura para medir esta distância, uma medida reprodutível e clinicamente relevante.
A distância acromio-humeral “não deve ser considerada apenas um dado anatômico”, pois é influenciada por fatores biomecânicos e neuromusculares durante o movimento, o que a torna um biomarcador funcional. Essa abordagem funcional oferece novas oportunidades para o diagnóstico, acompanhamento clínico e avaliação de tratamentos dos pacientes, especialmente em avaliações pré e pós-operatórias. Os pesquisadores da UCM, da mesma forma, solicitaram que fossem estabelecidos protocolos de medição padronizados, para facilitar a comparação de resultados entre centros e a posterior aplicação desses resultados em descobertas científicas.
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