Publicado 11/09/2026 08:05

Pesquisadora destaca os possíveis benefícios da farinha de algarroba para pessoas com pré-diabetes e diabetes

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MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -

A pesquisadora do Fórum Teófilo Hernando, Jara Pérez, destacou os potenciais benefícios da farinha de algarroba para pessoas com pré-diabetes e diabetes, conforme demonstrado por estudos realizados em animais de laboratório e em seres humanos, embora tenha esclarecido que os estudos em seres humanos ainda são escassos.

“A farinha de algarroba é muito rica em fibras e polifenóis e, além disso, apresenta a particularidade de que ambos estão ligados entre si por meio de diversas ligações químicas. Isso gera o que chamamos de 'complexo fibra-polifenol' e se mostra muito interessante para a saúde, especialmente em pessoas com pré-diabetes e diabetes”, explicou ela durante o Simpósio de Jovens Pesquisadores, realizado na Real Academia Nacional de Medicina da Espanha (RANME).

A algarroba, fruto da algarrobeira, é formada por uma vagem que envolve as sementes. Essas sementes são utilizadas na indústria alimentícia para obter um aditivo, a goma de alfarroba, com propriedades espessantes, mas a vagem costuma ser descartada, apesar de ser “uma fonte extraordinária de fibras e polifenóis”.

“A fibra é associada apenas a um melhor funcionamento intestinal, mas a sociedade não sabe que essa parte dos alimentos vegetais que não chegamos a absorver interage com nossa microbiota, nem conhece a importância que ela tem na redução do risco de diversas doenças crônicas”, explicou ele.

Quanto aos polifenóis, presentes em todos os alimentos de origem vegetal, ela destacou que eles têm múltiplos efeitos benéficos, “como a modulação da microbiota ou a redução da inflamação, por isso apresentam efeitos benéficos contra o risco cardiovascular e o diabetes tipo 2”.

PESQUISAS

Pérez, que também é pesquisadora do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos e Nutrição (ICTAN) do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), destacou os estudos já realizados e atualmente em andamento sobre a farinha de algarroba.

“Em ratos diabéticos, um estudo liderado pelas doutoras Sonia Ramos e María Ángeles Martín, também do ICTAN, demonstrou que a suplementação com uma mistura de cacau puro — outro alimento muito benéfico — e farinha de algarroba em sua dieta melhorava o metabolismo da glicose, as alterações cardíacas e as funções da microbiota intestinal”, precisou ela.

Além disso, ela destacou que um estudo piloto com pessoas com diabetes tipo 2 que recebiam essa mesma mistura revelou, entre outros aspectos, que aumentava a sensação de saciedade.

Segundo ele, atualmente participa do projeto “METACAROB”, financiado pelo Ministério da Ciência, Inovação e Universidades, que se concentra na farinha de algarroba no contexto do pré-diabetes.

Jara ressaltou que os estudos em seres humanos são escassos, por isso ainda não é possível indicar uma quantidade recomendada de consumo. Mesmo assim, ela comentou que, “do ponto de vista da segurança”, a farinha de algarroba pode ser consumida “sem problemas por uma pessoa com diabetes no contexto de uma alimentação saudável, como fonte de fibras e polifenóis”.

Nesse ponto, ela esclareceu que é preciso ter cuidado especial com aquelas receitas de confeitaria que combinam a farinha de algarroba com farinhas refinadas e gorduras de baixa qualidade, pois, nesse caso, ela deixa de ser uma opção saudável.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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