Publicado 18/03/2025 10:09

Pesquisa do Instituto de Biomedicina de Sevilha propõe um tratamento personalizado para o melanoma uveal

Pesquisa no Instituto de Biomedicina propõe um tratamento personalizado para o melanoma uveal.
UNIVERSIDAD DE SEVILLA

SEVILLA 18 mar. (EUROPA PRESS) -

Um estudo do IBiS liderado pelos pesquisadores Daniel Delgado Bellido e Enrique de Álava Casado, do grupo "Molecular Pathology of Sarcomas and Other Tumours", identifica os mecanismos genéticos que impulsionam a progressão do melanoma uveal e propõe um tratamento baseado na inibição das proteínas HIF-2a e FAK.

Conforme relatado pelos EUA em uma nota, o melanoma uveal (MU) é o tumor maligno intraocular primário mais comum em adultos e é caracterizado por sua alta agressividade e resposta limitada aos tratamentos atuais. Essa pesquisa, publicada na revista Cell Death and Differentiation, identificou os mecanismos genéticos responsáveis pela progressão dessa doença e propôs uma estratégia terapêutica inovadora baseada na inibição das proteínas HIF-2a e FAK.

Um dos principais fatores que favorecem a progressão do melanoma uveal é o mimetismo vasculogênico (VM), um processo pelo qual as células tumorais criam estruturas vasculares sem a intervenção de células endoteliais. Esse fenômeno facilita a disseminação do câncer e contribui para a resistência aos tratamentos convencionais.

UMA ABORDAGEM GENÉTICA PARA ENTENDER A AGRESSIVIDADE DO MELANOMA UVEAL

"Este estudo demonstrou que a perda do braço curto do cromossomo 3 e o ganho do braço longo do cromossomo 8 são eventos-chave no desenvolvimento da VM em pacientes com melanoma uveal", disse Enrique de Álava Casado, IR do IBiS e chefe do Departamento de Patologia do HUVR.

Essas alterações genéticas "afetam genes-chave como VHL, BAP1 e FAK, promovendo a ativação anormal da proteína HIF-2a e a fosforilação da proteína VE-Cadherin, facilitando a formação de estruturas vasculares aberrantes no tumor", disse o primeiro autor do estudo, Daniel Delgado.

Para isso, eles usaram modelos celulares avançados e tecnologias de última geração, o que lhes permitiu analisar detalhadamente as características genéticas do tumor. Eles compararam dois tipos de células de melanoma uveal com diferenças genéticas significativas. Um dos modelos mostrou alterações genéticas associadas a maior agressividade e pior prognóstico, enquanto o outro serviu como referência para avaliar as diferenças no comportamento do tumor.

UM TRATAMENTO INOVADOR QUE PODE MUDAR A ABORDAGEM DO TRATAMENTO

Com base nessas descobertas, os pesquisadores exploraram uma nova estratégia de tratamento combinando dois inibidores direcionados: um inibidor de HIF-2a, recentemente aprovado pela FDA para determinados tipos de câncer de rim, que ajuda a bloquear os sinais de hipóxia que promovem a agressividade do tumor. Um inibidor de FAK, projetado para interferir na ativação da VE-Caderina, impedindo que as células tumorais formem estruturas semelhantes a vasos sanguíneos. Essa abordagem pode representar uma alternativa mais eficaz e personalizada para pacientes com melanoma uveal de alto risco, abrindo as portas para futuros ensaios clínicos e novas oportunidades terapêuticas.

Os resultados demonstraram que essa combinação terapêutica reduziu significativamente a formação de MVs e o crescimento do tumor em modelos de xenoenxertos, sugerindo seu potencial como tratamento personalizado para pacientes com melanoma uveal de alto risco.

Esse estudo fornece novas percepções sobre o melanoma uveal e abre as portas para ensaios clínicos para validar essa estratégia em pacientes. A combinação de inibidores de HIF-2 e FAK está surgindo como "uma alternativa promissora que poderia melhorar a sobrevivência e a qualidade de vida das pessoas afetadas por essa doença agressiva", concluíram os EUA. Esse estudo foi financiado pelo Ministério da Economia, Inovação, Ciência e Emprego do Governo Regional da Andaluzia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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