Publicado 17/08/2026 18:19

O Peru declara “situação de emergência” parcialmente em Lima e em oito departamentos devido às enchentes

Keiko Fujimori
PRESIDENCIA DE PERÚ EN X

MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -

A presidente do Peru, Keiko Fujimori, declarou nesta segunda-feira o estado de “emergência” em vários distritos da capital, Lima, bem como nas regiões do país afetadas pelas enchentes que paralisaram o tráfego, sobrecarregaram o sistema de esgoto, danificaram residências e até mesmo provocaram a evacuação de dezenas de famílias.

A presidente fez o anúncio durante uma visita a Villa El Salvador, no sul de Lima, onde foram registrados danos significativos em mais de 60 residências, afetando mais de 300 pessoas. As autoridades peruanas estenderam a declaração de emergência a outros três distritos da capital: Chorrillos, Villa María del Triunfo e San Juan de Miraflores.

“Minha solidariedade a todas as famílias que perderam tudo. Graças a Deus não tivemos perda de vidas humanas, mas sim muitas perdas materiais. Vamos declarar estado de emergência em vários distritos e também em regiões no sul do país e na serra”, afirmou ela, acompanhada pelo ministro da Habitação, Mauricio Arnillas, e pelo prefeito de Lima, Renzo Reggiardo.

Essas regiões são Tumbes, Piura, Lambayeque, La Libertad — no norte do país —, Áncash e Ica, no centro; além das regiões do sul, Moquegua e Arequipa.

Além disso, Fujimori rebateu as críticas dirigidas ao ministro da Economia, Elmer Cuba, que nesta mesma segunda-feira fez um apelo à calma, embora tenha minimizado os efeitos das enchentes.

“Não vamos nos desesperar; em todo o planeta chove e acontece a mesma coisa. Até Paris fica alagada, até Madri fica alagada. Santiago do Chile, que está acostumada à chuva, fica alagada (...) Também não vamos exagerar por causa de um pouco de água na altura dos joelhos, isso acontece”, afirmou durante uma entrevista concedida à emissora Exitosa.

A presidente considerou que o ministro da Economia “não está percebendo a magnitude dos danos, das perdas e da dor das famílias que estão passando por essa tristeza tão grande, pois, em muitos casos, perderam tudo”.

“Minha solidariedade a todos eles. O importante aqui é, além de atender à emergência, corrigir as falhas estruturais”, acrescentou.

Em seguida, o titular do ministério pediu desculpas “se alguém se sentiu ofendido” com suas declarações. “Concordo com o que a presidente disse. É uma expressão coloquial e, ao analisar com mais calma o que está ocorrendo, ela expressa outra preocupação”, destacou durante uma entrevista à emissora RPP.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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