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MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) -
O chefe do serviço de Neurologia do Hospital Blua Sanitas Valdebebas, Ángel Aledo, explicou que os sinais mais comuns de uma crise epiléptica convulsiva ou tônico-clônica são a perda repentina de consciência, rigidez corporal seguida de espasmos, possível emissão de sons involuntários, salivação abundante ou mordida na língua.
Embora as crises epilépticas mais conhecidas sejam as convulsivas, o especialista alertou que existem outros tipos que incluem episódios de breve desconexão, sensação de déjà-vu, olhar fixo, confusão repentina ou movimentos automáticos, que podem passar mais despercebidos e ser confundidos com um desmaio ou síncope ou outro problema neurológico, dificultando uma reação adequada.
A epilepsia, cujo Dia Internacional será comemorado na próxima segunda-feira, 9 de fevereiro, é uma doença neurológica crônica que afeta quase 500.000 pessoas na Espanha, enquanto a cada ano são diagnosticados cerca de 20.000 novos casos, principalmente em crianças e pessoas com mais de 65 anos. É o que afirma a Sociedade Espanhola de Neurologia, que indica que uma em cada 10 pessoas apresentará pelo menos uma crise epiléptica ao longo da vida.
Nesse contexto, Aledo destacou a importância da informação e da educação em saúde para diminuir o estigma e o medo que ainda cercam a epilepsia. “Saber como agir não apenas protege a pessoa que sofre a crise, mas também traz tranquilidade aos seus entes queridos”, enfatizou.
O especialista indicou que, após a crise, é frequente que a pessoa se mostre desorientada, cansada ou com dores musculares, uma fase conhecida como período pós-crítico, que dura de alguns minutos a várias horas e que, segundo referiu a diretora médica da Sanitas Mayores, Miriam Piqueras, é especialmente relevante no caso dos idosos.
“As crises epilépticas na população idosa implicam um maior risco de lesões, em particular quando existe fragilidade física ou outras patologias concomitantes. Por isso, é fundamental garantir um espaço seguro e prestar atenção às mudanças que podem surgir após o episódio, como desorientação prolongada, quedas ou dificuldade em recuperar o estado habitual”, detalhou Piqueras, que precisou que, em pessoas com mais de 65 anos, a epilepsia pode ser um sintoma inicial da doença de Alzheimer.
COMO AGIR EM CASO DE CRISE EPILÉPTICA? Os especialistas da Sanitas recomendaram seguir uma série de orientações básicas para agir em caso de crise epiléptica, começando por retirar objetos próximos que possam causar golpes e colocar a pessoa, se possível, no chão ou em uma superfície segura, amortecendo a cabeça com uma peça de roupa dobrada.
Eles também indicaram que não se deve introduzir os dedos ou objetos na boca, pois não há risco de a pessoa engolir a língua, mas pode causar lesões. Uma vez terminada a rigidez ou as convulsões, eles aconselham colocar a pessoa em posição lateral de segurança para facilitar a respiração e evitar o risco de aspiração de saliva ou vômito.
Além disso, é importante anotar a duração da crise, uma informação útil para os profissionais de saúde, especialmente se ela durar mais de dois minutos ou se ocorrerem vários episódios consecutivos. Caso se trate da primeira crise epiléptica, dure mais de dois minutos, ocorram várias crises consecutivas sem recuperação ou a pessoa fique ferida, eles enfatizam que se deve entrar em contato com os serviços de emergência.
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