Publicado 18/08/2026 11:48

Pequenas mudanças no horário de trabalho do médico que atua no turno da noite podem trazer grandes benefícios para sua saúde

Archivo - Arquivo - Vasectomia, consulta médica, homem, proctologista
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / KORRAWIN - Arquivo

MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -

Uma pesquisa realizada por uma equipe de cientistas da Universidade do Missouri (Estados Unidos) demonstrou que “uma pequena mudança nos horários traz grandes benefícios para a saúde dos médicos que trabalham no turno da noite”.

“O que despertou meu interesse por este trabalho foi a leitura de inúmeras pesquisas anteriores que demonstram que os trabalhadores do turno da noite correm maior risco de sofrer de doenças cardiovasculares, câncer e morte prematura”, afirmou o chefe do Departamento de Medicina de Emergência da Faculdade de Medicina dessa instituição acadêmica, o Dr. Matthew Robinson.

Por isso, esse especialista e os demais pesquisadores examinaram, neste estudo publicado na revista especializada “The American Journal of Emergency Medicine”, os médicos do pronto-socorro que alternam regularmente entre os turnos. Assim, em vez de trabalharem no turno habitual das 22h às 6h, durante as rotações noturnas eles trabalham das 20h às 4h.

Dessa forma, e por meio dessa observação, eles constataram que “uma simples mudança nos horários pode melhorar a saúde e o bem-estar dos médicos que trabalham em turnos noturnos”. “O horário mais cedo trouxe melhorias mensuráveis na qualidade do sono e nos biomarcadores associados à inflamação”, explicaram.

“Esse horário permitia que os médicos dormissem mais durante as horas noturnas tradicionais, o que ajudava a sincronizar o sono com o ritmo circadiano natural do corpo”, continuaram, para acrescentar que estudos anteriores já haviam relacionado “as alterações desse ritmo interno a taxas mais elevadas de inflamação e a um maior risco de doenças cardíacas, diabetes e esgotamento profissional”.

IMPORTÂNCIA DA ALTERAÇÃO DO RITMO CIRCADIANO

No entanto, o objetivo desta pesquisa foi determinar se uma mudança relativamente pequena no horário poderia melhorar a saúde dos médicos que trabalham à noite em um ambiente hospitalar exigente, sobretudo porque, na opinião de Robinson, a alteração do ritmo circadiano “é uma questão importante do ponto de vista do bem-estar”.

“Se conseguirmos coletar dados que demonstrem que modificar o horário do turno noturno realmente melhora a saúde de nossos médicos, talvez essa mudança possa ser implementada de forma mais generalizada no setor de saúde e em outros setores com trabalhadores noturnos”, afirmou ele, a título de conclusão.

Para chegar a essa conclusão, os especialistas mediram biomarcadores associados à inflamação, incluindo a contagem de leucócitos e plaquetas, antes e depois da mudança para o novo esquema de tratamento. A esse respeito, a equipe explicou que níveis elevados desses marcadores podem indicar maior inflamação, o que tem sido associado a problemas crônicos de saúde.

“Ambos os marcadores diminuíram depois que os médicos adotaram o esquema anterior, o que sugere que a mudança de esquema pode reduzir a inflamação”, indicaram os autores, ao mesmo tempo em que declararam que, “após mudarem seus horários, os médicos tiveram um sono mais reparador, o que os ajudou a se sentirem mais descansados e revigorados”.

Por fim, Robinson, que afirmou que “a mudança de horário permitiu que eles ficassem mais tempo acordados durante o dia, o que, por sua vez, lhes proporcionou mais tempo para atividades sociais e para estar com a família, algo fundamental para se ter uma vida plena”, afirmou que espera realizar estudos mais abrangentes para verificar se os benefícios à saúde decorrentes da mudança de horários se estenderiam às enfermeiras.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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