DEPARTAMENTO DE BOMBEROS DE LONGVIEW
MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
Pelo menos uma pessoa morreu, nove ficaram feridas e outras nove continuam desaparecidas em uma fábrica em Longview, no estado de Washington, no noroeste dos Estados Unidos, após o rompimento de um tanque que continha mais de 340 metros cúbicos de licor branco, uma substância altamente corrosiva utilizada na fabricação de papel.
Foi o que anunciou o Corpo de Bombeiros da cidade de Longview — a cerca de 80 quilômetros de Portland — em um comunicado no qual indicou que “as equipes de emergência continuam as operações” iniciadas após o acidente industrial na fábrica da Nippon Dynawave Packaging. No entanto, o corpo de bombeiros sinalizou que “os trabalhos de resgate continuam complexos devido às preocupações de segurança que persistem”.
Quanto ao balanço de vítimas, o Corpo de Bombeiros precisou, citando o pessoal de Emergências, que “dez pessoas foram levadas a hospitais: oito funcionários feridos, um bombeiro ferido (e) um morto”. “As autoridades também confirmam que há nove funcionários desaparecidos”, acrescenta.
O incidente ocorreu devido à ruptura de um tanque que continha licor branco, uma solução química utilizada na cozedura da madeira para a produção de pasta de celulose. Trata-se de uma substância altamente alcalina e corrosiva, composta principalmente por hidróxido de sódio e sulfeto de sódio.
A esse respeito, os bombeiros alertaram que, “embora inicialmente se acreditasse que ele contivesse aproximadamente 80.000 galões (303.000 litros), as autoridades informam agora que o tanque continha aproximadamente 900.000 galões (mais de 3,4 milhões de litros) de licor branco”.
No estado atual das instalações, os bombeiros estimaram que “aproximadamente 90.000 galões (340.700 litros) de material poderiam permanecer dentro do tanque danificado”, o qual, para agravar a situação, “permanece instável, o que cria condições perigosas para o pessoal de emergência”.
“Essas condições continuam afetando partes das instalações e limitam o acesso a algumas áreas do local”, acrescenta o comunicado, que, por outro lado, informa que “atualmente não há uma ameaça direta para a comunidade nas imediações”.
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