Publicado 15/02/2026 01:16

Pelo menos duas pessoas morreram e sete estão desaparecidas após naufrágio de barco no Amazonas, no Brasil

Archivo - Arquivo - 26 de junho de 2023, Praia do Carapana, Acre, Brasil: O rio Tarauacá é visto ao pôr do sol. Ele faz fronteira com a aldeia indígena de Mucuripe, na Amazônia brasileira. Mucuripe é uma aldeia indígena isolada do povo Kaxinawá. Ela está
Europa Press/Contacto/Apolline Guillerot-Malick

MADRID 15 fev. (EUROPA PRESS) - Pelo menos duas pessoas perderam a vida e outras sete estão desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação de passageiros no rio Amazonas, no Brasil, pouco depois de deixar o porto, informou a Agência Brasil.

O incidente ocorreu na confluência dos rios Solimões e Negro, ponto pelo qual a embarcação batizada de Lima de Abreu XV tinha que passar em sua rota de Manaus a Nova Olinda do Norte. Até 71 pessoas foram resgatadas por outra embarcação que passava pelo local, enquanto uma mulher de 22 anos e uma menina de três anos morreram. A menor foi resgatada e levada às pressas para o hospital infantil da zona leste de Manaus, onde chegou sem sinais vitais. Ambos os corpos foram enviados ao Instituto Médico Legal (IML) para identificação e entrega aos familiares. Por enquanto, segundo o Corpo de Bombeiros, as causas do acidente são desconhecidas e estão sendo investigadas.

Uma das passageiras resgatadas disse ao portal G1 que a lancha navegava em alta velocidade e que o capitão teria tentado ultrapassar outra embarcação, antes de ser surpreendido por uma série de ondas que encheram a lancha de água, fazendo-a virar.

CAPITÃO DETIDO O capitão da embarcação, identificado como Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, apontou as condições meteorológicas como o fator que desencadeou o acidente, que teria sido acelerado pelo deslocamento dos passageiros para a proa.

Apesar do descrito, Da Silva foi detido pela Polícia Civil, à qual relatou sua versão do ocorrido antes de ser libertado sob fiança. O capitão insistiu que reduziu a velocidade a tempo, ao notar mudanças nas condições meteorológicas, e relatou que, em seguida, atualizou os passageiros sobre a situação. Isso fez com que eles entrassem em pânico e corressem para a proa do barco, apesar de terem sido instruídos a permanecer em seus respectivos assentos para evitar o desequilíbrio da embarcação. Tudo começou, segundo o motorista, com uma primeira onda que atingiu a lancha sem maiores consequências. No entanto, quando uma segunda onda chegou, alguns passageiros abriram a porta localizada na proa, o que facilitou a entrada de uma grande quantidade de água no interior. Posteriormente, enquanto várias pessoas se instalavam na parte dianteira do navio, uma terceira onda o atingiu com força e, de acordo com sua versão, acabou inundando completamente o convés, provocando seu afundamento a partir da proa.

O piloto afirmou que tentou distribuir coletes salva-vidas e deslocar os passageiros para a popa para evacuar o barco, que, segundo ele, não excedia a capacidade autorizada.

O capitão indicou ainda que as fortes ondas se mantiveram durante mais de uma hora após o naufrágio, dificultando as operações de resgate, que se prolongaram por mais de 40 minutos devido às condições meteorológicas adversas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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