Farouk Batiche/dpa - Arquivo
MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos doze pessoas morreram e 54 ficaram feridas com queimaduras devido à onda de incêndios que está afetando a Argélia, especialmente no nordeste do país, segundo informou o governo argelino.
“Foram registradas doze mortes”, afirmou o ministro do Interior argelino, Said Sayud, em declarações divulgadas pela agência oficial de notícias argelina APS, nas quais detalhou que cinco dessas mortes ocorreram na província costeira de Jijel, quatro na vizinha Bougie e outras três em Tizi Ouzou, mais a leste.
No hospital de Suq El Tenín, em frente ao golfo de Bugía — que separa Jijel da própria Bugía —, o ministro também destacou que foram registrados 54 casos de queimaduras. Seis deles estariam internados na unidade de terapia intensiva e outro estaria na sala de cirurgia.
Quanto à situação enfrentada pelo país, Sayud afirmou que os serviços de Proteção Civil registraram 154 incêndios em todo o território nacional apenas na quarta-feira, incluindo 36 na província de Bugía, dos quais 18 já foram controlados, enquanto em Jijel as chamas persistem em até doze municípios. Além disso, ele informou sobre a evacuação de dezenas de famílias das áreas afetadas pelos incêndios.
Por outro lado, os incêndios registrados nas províncias do noroeste de Skikda, El Tarf, e Tebesa, bem como nas províncias mais centrais de Buira e Tizi Uzu, já foram controlados pelos bombeiros, observou o ministro, que elogiou o trabalho da Proteção Civil, da Gendarmeria Nacional, das forças de segurança, das autoridades locais e da sociedade civil para enfrentar a situação.
“A Argélia dá uma lição de solidariedade a cada vez, como ocorreu com os incêndios no final de julho e início de agosto em Guelma, Setif e outras províncias”, elogiou Sayud, que considerou que essa “coesão permitiu evitar um saldo mais elevado”.
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