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MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 15 pessoas morreram e 27 estão desaparecidas depois que uma balsa sobrecarregada virou ontem no lago Kariba, no Zimbábue, um incidente que levou o presidente do país africano, Emmerson Mnangagwa, a declarar o “estado de calamidade”.
“No momento do incidente, a embarcação transportava 119 pessoas, sendo 114 passageiros adultos e cinco tripulantes, além de um número indeterminado de crianças que se acredita também estarem a bordo. De acordo com a última atualização, 77 pessoas foram resgatadas e 15 mortes foram confirmadas”, informou o Ministério do Governo Local e Obras Públicas em um comunicado.
A embarcação, que viajava de Kariba para Chalala, virou após ser atingida por ondas fortes enquanto navegava perto da Ilha Long. Pelo menos 27 pessoas continuam desaparecidas, enquanto as operações de busca e resgate na área prosseguem.
O governo, por meio do Departamento de Proteção Civil, acionou a resposta nacional de busca e resgate, além de mobilizar um helicóptero. Da mesma forma, decretou o “estado de calamidade” com base no artigo 27 da Lei de Proteção Civil.
“A operação está sendo realizada em estreita colaboração com a Unidade Subaquática da Polícia, a Polícia Nacional do Zimbábue, o Esquadrão de Embarcações do Exército, as autoridades locais e outras partes interessadas relevantes”, informou o órgão.
O secretário permanente de Assuntos Provinciais e Descentralização da província de Mashonaland Ocidental, Josphat Jaji, afirmou que haviam sido vendidos 114 bilhetes para a viagem, além dos cinco tripulantes, embora a embarcação tivesse capacidade para 90 pessoas.
O Lago Kariba é o maior lago artificial e reservatório do mundo em volume. Ele está localizado no rio Zambeze, na fronteira entre o Zimbábue e a Zâmbia. Em 2014, 26 pessoas, sendo 24 delas crianças, se afogaram na parte do lago que pertence à Zâmbia, após o naufrágio da embarcação em que viajavam.
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