Marcos Pin Mendez/dpa - Arquivo
MADRID 22 set. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 14 pessoas morreram em um motim na prisão de Machala, localizada no sul do Equador, no qual duas gangues de prisioneiros entraram em conflito, de acordo com as autoridades do país latino-americano.
O incidente, que deixou dois policiais feridos e vários sequestrados, resultou em um total de 14 mortes, incluindo um agente penitenciário. O confronto ocorreu por volta das 2h da manhã (horário local) entre um grupo de presos da gangue Los Lobos Box, que conseguiu fugir de suas celas.
Depois de agredir vários guardas, eles foram para outro bloco de celas - onde os membros da gangue rival Los Lobos estão presos - conforme relatado pela estação de televisão Ecuavisa.
O chefe da Polícia Nacional em El Oro, William Calle, informou que outras dez pessoas ficaram feridas e já foram levadas para hospitais da região. Ele também explicou que os eventos duraram 40 minutos, período em que vários explosivos foram detonados.
As autoridades também informaram que um grupo de prisioneiros conseguiu escapar da prisão durante os confrontos, embora o paradeiro de 13 deles tenha sido localizado.
A prisão de Machala está localizada no centro da cidade e tem mais de 1.400 detentos, razão pela qual muitos deles pediram repetidamente ao governo que transferisse as instalações.
As prisões são um ponto focal da atual crise de violência no Equador. Cerca de 600 detentos foram mortos dentro dessas instalações desde 2021, a maioria em uma série de massacres perpetrados por gangues rivais.
A situação levou o presidente Daniel Noboa, em 2024, a declarar um conflito armado interno e decretar uma série de estados de emergência, incluindo medidas como a militarização das prisões, que foram alvo de críticas.
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