Publicado 14/05/2025 10:04

Pediatras pedem o uso responsável de imagens de crianças em ambientes de saúde

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MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -

O Comitê de Bioética (CB) da Associação Espanhola de Pediatria (AEP) publicou um decálogo de recomendações éticas destinadas a profissionais, instituições e famílias para o uso responsável de imagens de crianças e adolescentes em contextos de saúde, com o objetivo de preservar sua privacidade, dignidade e direitos.

O comitê destacou que, embora a divulgação de fotografias ou vídeos de menores possa ser baseada em boas intenções, como tornar visível uma doença ou mostrar o trabalho de assistência médica, o impacto que essas imagens podem ter sobre o desenvolvimento ou a autoestima da criança no futuro nem sempre é medido.

Nesse sentido, o Decálogo enfatiza que o direito das crianças à privacidade deve sempre prevalecer sobre qualquer interesse informativo ou informativo. Por esse motivo, recomenda cautela e que sempre se pergunte, antes de publicar uma imagem, se esse ato protege e respeita a criança e, se a resposta a essas perguntas não for claramente afirmativa, que se evite a divulgação.

Também enfatiza que a autorização dos pais ou responsáveis legais para o uso de tal imagem "é necessária, mas não suficiente", de modo que, se a criança tiver capacidade suficiente de compreensão, o que geralmente acontece a partir dos 12 anos de idade, sua opinião deve ser levada em consideração e registrada.

O uso de imagens também deve estar sujeito a uma análise ética que avalie se a publicação respeita a dignidade e a privacidade da criança, se pode levar à estigmatização presente ou futura ou se contribui para uma representação tendenciosa da realidade médica ou familiar da criança. A esse respeito, o Comitê de Bioética lembrou que muitas das imagens que circulam naturalmente hoje podem ser uma fonte de desconforto, vergonha ou discriminação anos depois.

IMAGENS RESPEITOSAS

Os especialistas explicaram que não deve ser possível identificar a criança nas imagens compartilhadas e que elas devem ser sempre respeitosas e focadas na mensagem, não na exposição da criança, de modo a evitar a exploração da dor ou de um componente emocional para buscar uma reação do público.

Para os profissionais da área médica, o documento indica que eles devem seguir as regras de seu local de trabalho e a legislação vigente sobre o uso de redes sociais e, caso elas não existam, promover seu desenvolvimento. Também afirma que eles devem evitar pedir às famílias imagens de seus filhos, a menos que seja "absolutamente necessário" e que, se o fizerem, devem ser cuidadosos com seu uso e excluí-las quando não forem mais necessárias.

No contexto das redes sociais, o Decálogo também afirma que esses espaços não devem ser usados para fazer diagnósticos gerais, pois cada paciente requer atenção profissional personalizada. Nesse sentido, ele pede que os profissionais expliquem a seus pacientes e familiares os riscos dos ambientes digitais e como evitá-los.

"Postar uma fotografia não é um ato neutro. Cada imagem tem um contexto, uma intenção e possíveis consequências. No caso das crianças, devemos aplicar o princípio da precaução e, na dúvida, optar por não divulgar", disse o coordenador do Comitê de Bioética da AEP, José Antonio Salinas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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