Publicado 06/08/2026 07:16

Pediatras pedem que se priorize a proteção de menores migrantes desacompanhados em Ceuta

Várias pessoas na praia do Trampolín, em 5 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). A Polícia Nacional iniciou o processo de triagem dos migrantes que permanecem em Ceuta, “cerca de 2.500”, segundo informações da Delegação do Governo, após a e
Gabriela Sardá Núñez - Europa Press

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola de Pediatria (AEP) e a Sociedade Espanhola de Pediatria Social (SEPS) manifestaram sua preocupação com a situação de “vulnerabilidade especial” em que se encontram os menores migrantes desacompanhados que chegaram na última semana a Ceuta e exigiram que as autoridades considerem sua proteção uma “prioridade absoluta”.

Os pediatras explicaram, com base em evidências científicas, que experiências como o deslocamento forçado, a separação familiar, a incerteza ou a exposição a situações traumáticas podem ter consequências duradouras sobre a saúde física, a saúde mental e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Por isso, exigiram que a resposta institucional não se limite às necessidades mais imediatas dos menores, mas garanta ambientes seguros, estáveis e protetores que favoreçam sua recuperação e desenvolvimento integral.

Os especialistas ressaltaram que os menores que chegam sozinhos à Espanha têm, acima de tudo, os mesmos direitos que qualquer outra criança; por isso, solicitaram que todas as ações sejam regidas pelo princípio do interesse superior da criança, reconhecido pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e pela legislação espanhola. “A infância não pode, em nenhuma circunstância, tornar-se um dano colateral nem ficar subordinada a interesses alheios à sua proteção”, acrescentaram.

Nesse contexto, exigiram que se garanta um acolhimento “imediato, digno e adaptado às necessidades” das crianças, de modo que todos os menores disponham de um alojamento seguro, alimentação adequada, condições higiênicas apropriadas e atendimento especializado. Também instaram a que cada menor seja avaliado individualmente, respeitando as garantias legais em matéria de proteção, determinação da idade e acesso ao procedimento de asilo, quando for o caso.

ATENDIMENTO DE SAÚDE INTEGRAL

Além disso, solicitaram um atendimento de saúde integral para todos, que abranja tanto a saúde física quanto a mental, uma vez que muitos dos menores passaram por experiências potencialmente traumáticas antes, durante ou após o processo migratório, necessitando, portanto, de uma avaliação específica e de um acompanhamento contínuo.

Os pediatras também insistiram na importância de reforçar a coordenação e a corresponsabilidade entre todas as administrações públicas para promover uma resposta solidária que permita distribuir adequadamente os recursos de acolhimento e garantir um atendimento de qualidade a todos os menores, independentemente do território em que se encontrem.

A AEP e a SEPS lembraram que a forma como uma sociedade protege as crianças e os adolescentes mais vulneráveis é “um dos melhores indicadores” de seu compromisso com os direitos humanos, a equidade e a saúde pública e, nesse sentido, destacaram que investir em sua proteção, bem-estar e desenvolvimento não apenas responde a uma obrigação legal e ética, mas representa um investimento no futuro de toda a sociedade.

Paralelamente, elas se mostraram críticas e consideraram “inaceitável” que crianças e adolescentes possam ser instrumentalizados ou utilizados como elemento de pressão ou de negociação em qualquer circunstância.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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