Publicado 21/04/2025 07:47

Pediatras alertam que crianças em UTIs estão sendo atendidas por intensivistas especializados apenas em adultos

Archivo - Arquivo - Hospital, criança doente
THEPOO/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola de Pediatria (AEP) e a Sociedade Espanhola de Cuidados Intensivos Pediátricos (SECIP) alertaram para a existência de unidades hospitalares na Espanha que atendem pacientes pediátricos críticos com profissionais especializados exclusivamente em cuidados intensivos para adultos.

Ambas as organizações destacaram em uma declaração que essa prática é contrária ao direito dos menores de receber cuidados especializados adaptados às suas necessidades específicas, conforme reconhecido pela Convenção sobre os Direitos da Criança e pela Carta Europeia para Crianças Hospitalizadas.

Na Espanha, existem atualmente 52 unidades de terapia intensiva pediátrica que atendem mais de 15.000 crianças por ano, a maioria delas gerenciada por pediatras especializados em medicina intensiva pediátrica. No entanto, a AEP e a SECIP apontaram que, em pelo menos três hospitais em Santander, Alicante e Las Palmas, a terapia intensiva pediátrica é prestada por intensivistas adultos.

"Consideramos que esses especialistas são excelentes profissionais em Medicina Intensiva, mas não acreditamos que sejam os mais adequados para o atendimento de pacientes pediátricos e apoiamos nossas organizações na correção dessa anomalia", afirmaram.

Eles também destacaram que a terapia intensiva pediátrica requer, além de conhecimento médico especializado, uma infraestrutura adaptada a menores, bem como equipes multidisciplinares com experiência em comunicação e acompanhamento de crianças e suas famílias em situações de alta complexidade.

A existência de unidades que não atendem a esses padrões é uma "anomalia" que "compromete a qualidade do atendimento", de acordo com as organizações, que instaram as autoridades de saúde a corrigi-las.

FALTA DE RECONHECIMENTO DA ESPECIALIZAÇÃO

A AEP e a SECIP apontaram o atraso na regulamentação das Áreas de Formação Específica (ACE) dentro da especialidade de Pediatria, incluindo a Medicina Intensiva Pediátrica, como uma das causas dessas irregularidades.

Nesse sentido, explicaram que, embora essas áreas estejam estabelecidas nos principais hospitais, sua falta de reconhecimento oficial impede que garantam uma formação homogênea e uma distribuição equitativa de profissionais especializados, favorecendo o surgimento de situações como as denunciadas.

Com tudo isso, ambas as organizações pediram a implementação de soluções e reiteraram sua disposição de colaborar com as administrações públicas para garantir que nenhuma criança seja admitida em uma unidade que não tenha os recursos humanos e materiais adequados à sua idade e condição clínica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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