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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O pediatra da Associação Espanhola de Pediatria de Atenção Primária (AEPap), Dr. Mapi Mallada, declarou que a leitura analógica é "melhor" e tem mais benefícios para o desenvolvimento cognitivo do que a leitura em dispositivos eletrônicos, tudo isso no contexto de uma análise da comunidade educacional sobre o uso desses dispositivos na sala de aula.
"A leitura em papel melhora a retenção e a compreensão da informação, e os leitores se lembram melhor do que leram em um livro físico, devido à memória visual", explicou Mallada, que também é vice-presidente de sua federação em Aragão, por ocasião do Dia Internacional do Livro Infantil, que é comemorado nesta quarta-feira.
Por isso, ela recomendou a leitura analógica em todas as etapas educacionais e independentemente da alfabetização digital, enfatizando que a leitura em papel é "insubstituível" e que não pode ser substituída por tablets, celulares e nem mesmo por livros eletrônicos, mesmo que o título lido seja o mesmo.
"A tecnologia tem seu lugar na educação, mas na idade certa e com o tempo certo de exposição", acrescentou o Dr. Mallada, que lembrou que crianças com menos de seis anos não devem ter acesso a telas e que as classes infantis devem dispensar os dispositivos eletrônicos.
O pediatra aconselhou o uso desses dispositivos a partir da escola primária e somente "com conteúdo selecionado e o tempo adequado para cada idade", enfatizando que o estímulo luminoso das telas é "mais prejudicial" aos olhos do que a leitura em papel, que "não gera" fadiga ocular.
"Os livros eletrônicos para crianças costumam ser acompanhados de animação e, às vezes, até de som, o que capta muito mais a atenção delas, mas não a concentração, que pode ser mantida por mais tempo na leitura analógica", ressaltou.
OS LIVROS ELETRÔNICOS NÃO ESTIMULAM OUTROS SENTIDOS
Nesse sentido, ele explicou que os livros eletrônicos estimulam o sentido da visão, mas não estimulam mais outros sentidos, como o tato, algo "muito importante" nos livros infantis, além do desaparecimento da "sensação de virar as páginas e a sensação de que estamos chegando ao fim da história".
Apesar de reconhecer as "características especiais" do e-book, ele enfatizou que ele é "apenas mais uma tela", com sua correspondente capacidade de criar "mais vício digital" que acabará se estendendo ao restante das telas.
O pediatra enfatizou que a leitura em papel não é aconselhável apenas do ponto de vista acadêmico, mas também para o desenvolvimento geral das crianças e, portanto, recomendou começar a ler antes mesmo da escola para estimular o desenvolvimento cerebral e emocional.
Nas primeiras fases da vida, mesmo quando se trata de bebês, a leitura compartilhada também "favorece" o vínculo com os adultos que leem e "estimula" o aprendizado do vocabulário, o que lhes dá "uma grande vantagem" na escola em comparação com as crianças "que não leem ou que não foram lidas em fases anteriores".
"Com os livros, podemos abrir o mundo para diferentes culturas, experiências e situações que normalmente não vemos porque não as temos ao nosso redor. Com a leitura, eles aprendem a ter empatia e até mesmo a tomar decisões", concluiu.
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