'ZUMO DE FRUTA, EN SERIO' - Arquivo
MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
Um novo estudo indica que a suplementação com pectina de origem cítrica, presente naturalmente em frutas como a laranja, poderia ajudar a conter diversas alterações vasculares associadas à síndrome metabólica.
O trabalho foi publicado na revista “Food Bioscience” e liderado por pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri (UAM), do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede de Doenças Cardiovasculares (CIBER-CV) e do CSIC.
A síndrome metabólica agrupa alterações como hipertensão arterial, excesso de gordura corporal e desequilíbrios metabólicos que aumentam o risco cardiovascular. Nesse contexto, a identificação de estratégias dietéticas complementares adquire uma relevância crescente.
Estudos anteriores demonstraram que a suplementação com pectina — uma fibra solúvel — pode melhorar diversos marcadores associados a essa síndrome, como a perda de peso e de gordura corporal, a regulação da insulina ou os níveis de lipídios no sangue.
O novo estudo foi realizado em ratos alimentados com uma dieta rica em gordura, um modelo experimental amplamente utilizado para simular a síndrome metabólica. Os pesquisadores analisaram a reatividade vascular, a endotoxemia e o equilíbrio entre os sinais simpáticos e nitrérgicos. Especificamente, avaliaram tanto a contratilidade dos vasos sanguíneos quanto os mecanismos biológicos envolvidos na regulação da pressão arterial e da função circulatória.
Os resultados mostram que a suplementação com pectina, além de favorecer a redução de peso, melhora diversos processos relacionados ao controle da pressão arterial.
“Observamos que essa suplementação contribui para restabelecer o equilíbrio entre os sinais nervosos que promovem a contração dos vasos sanguíneos e aqueles que induzem seu relaxamento, o que se traduz em uma diminuição dos níveis elevados de pressão arterial”, afirmam os pesquisadores.
“Em conjunto, essas descobertas reforçam o papel de determinados componentes da dieta, como a fibra, na proteção cardiovascular, além de seu valor nutricional”, acrescentaram os autores do estudo.
O trabalho insere-se em uma linha de pesquisa em expansão que explora o potencial das fibras alimentares e de outros compostos alimentares para modular processos-chave nas doenças cardiometabólicas. “Em um contexto marcado pelo aumento da hipertensão e da obesidade, identificar intervenções complementares, seguras e acessíveis constitui uma prioridade em saúde pública”, concluem os autores.
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