PANUWAT DANGSUNGNOEN/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Karolinska e da Universidade de Ume — ambos suecos — demonstrou que as pessoas que participam de programas de detecção precoce do câncer colorretal “podem ter até 43% menos risco de morrer em decorrência da doença”.
Publicado na revista especializada “JAMA Network Open”, este trabalho baseou-se em dados de acompanhamento de até 14 anos do programa de detecção precoce “Estocolmo-Gotland”. Trata-se de um programa de rastreamento universal implementado na Suécia para essa patologia, que representa um dos tipos mais comuns de câncer, com prognóstico favorável se detectado a tempo.
Aprofundando-se nesse programa, os cientistas informaram que ele oferece exames a pessoas entre 60 e 74 anos, a cada 24 meses. Dessa forma, os participantes recebem um “kit” de rastreamento em casa para coletar uma amostra de fezes, que é analisada para detectar pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu.
Essa iniciativa, introduzida em 2008, prevê em seu protocolo que, caso seja detectado sangue, sejam oferecidos exames adicionais, geralmente uma colonoscopia. Foi a partir disso que esses especialistas investigaram o impacto desses exames nas taxas de mortalidade por essa causa no referido país.
DADOS MELHORES DO QUE OS OFICIAIS ATÉ AGORA
“Uma avaliação prévia do programa demonstrou que aqueles que receberam um convite para realizar o exame de rastreamento apresentavam um risco 14% menor de morrer em decorrência da doença”, afirmou o consultor sênior e professor associado do Departamento de Ciências Clínicas e Educação do Hospital Södersjukhuset e do Instituto Karolinska, além de autor principal deste estudo, o Dr. Johannes Blom.
No entanto, ele ressaltou que agora foi possível demonstrar “que a mortalidade é significativamente menor do que a citada entre aqueles que participam do teste de rastreamento”. Para isso, juntamente com os demais pesquisadores, ele comparou as pessoas que foram convidadas a participar dessa iniciativa entre 2008 e 2012 com um grupo de controle cujos membros foram convidados posteriormente ou não receberam o convite.
“Embora os exames de rastreamento sejam gratuitos e simples, cerca de um terço das pessoas não os realiza”, lamenta Blom, que afirmou que esta pesquisa “ressalta a importância de participar” deles “e demonstra que, de fato, podem salvar vidas”.
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