PARLAMENTO EUROPEO/ MICHEL CHRISTEN - Arquivo
BRUXELAS, 16 set. (EUROPA PRESS) -
O plenário do Parlamento Europeu exigiu nesta quarta-feira o reforço das medidas da União Europeia para reduzir a desigualdade de gênero na pesquisa e na assistência médica, com mais estudos sobre doenças que afetam especialmente as mulheres e uma maior participação de gestantes e mães que amamentam em ensaios clínicos.
Com 390 votos a favor, 218 contra e 29 abstenções, o plenário reunido em Estrasburgo (França) aprovou um texto que destaca problemas de saúde considerados insuficientemente pesquisados e diagnosticados, entre eles a endometriose, os sintomas da menopausa, as doenças cardiovasculares, as enxaquecas, a infertilidade, a osteoporose, o diabetes e os problemas de saúde mental.
Para corrigir essas lacunas, os eurodeputados pedem que o fator sexo seja levado em consideração ao longo de todo o processo de pesquisa, bem como que sejam coletados dados desagregados por sexo e gênero nos projetos financiados pela UE e que essa perspectiva seja incorporada ao Espaço Europeu de Dados de Saúde.
A resolução alerta ainda que o uso da Inteligência Artificial na área da saúde pode reforçar os preconceitos de gênero e raciais já existentes e defende que as decisões médicas se baseiem em evidências científicas sólidas, nas diferenças biológicas entre mulheres e homens e nos mais elevados padrões de conhecimento médico.
O Parlamento Europeu também exige da Comissão uma estratégia específica para a saúde das mulheres com objetivos “claros, públicos e mensuráveis”, além de medidas políticas e orçamentárias que priorizem o investimento nessa área no âmbito da estratégia europeia de igualdade de gênero para 2026-2030.
Paralelamente, os parlamentares defendem políticas que impulsionem a inovação médica, o investimento e o crescimento, e reduzam os encargos regulatórios que consideram desnecessários para as empresas da área da saúde, os pesquisadores e o desenvolvimento de novos tratamentos.
O relatório também solicita que a Comissão Europeia e os Estados-Membros tomem medidas contra práticas como abortos e esterilizações forçadas, a negação do acesso à interrupção voluntária da gravidez, a mutilação genital de pessoas intersexuais e a violência obstétrica e ginecológica, além de garantir cuidados maternos de qualidade.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático