Publicado 13/05/2026 06:43

O parasitologista Basilio Valladares lamenta a "negligência" e a falta de controle "absoluto" em relação ao 'Mv Hondius'

Vista do cruzeiro MV Hondius atracado no porto de Granadilla antes de partir para a Holanda, em 11 de maio de 2026, em Granadilla de Abona, Tenerife, Ilhas Canárias (Espanha). A ministra da Saúde, Mónica Garcia, deu início à operação
Europa Press Canarias - Europa Press

SANTA CRUZ DE TENERIFE 13 maio (EUROPA PRESS) -

O professor catedrático de Parasitologia e fundador do Instituto Universitário de Doenças Tropicais e Saúde Pública das Canárias, Basilio Valladares, criticou nesta quarta-feira a “negligência” observada na evacuação e no transporte dos passageiros do “Mv Hondius”, afetado por um surto de hantavírus, no último domingo, na ilha de Tenerife.

Em declarações à Rádio Canaria, divulgadas pela Europa Press, o cientista, que tem se mostrado especialmente crítico nos últimos dias em relação à gestão desta crise sanitária por parte do Governo espanhol e de outras instituições internacionais, denunciou “o ataque contínuo” ao qual confessa estar sendo submetido por defender uma opinião contrária ao balanço de “sucesso” apresentado pelo Governo.

“Não se pode me acusar de estar defendendo Fernando (em referência ao presidente do Governo das Canárias), pois é verdade que o estou defendendo porque lhe foram feitas coisas desagradáveis, e quando isso acontece, tenho o direito de opinar, não é? Acho que sim. E agora dá a sensação de que a pessoa pertence a um partido político”, acrescentou.

Na opinião de Valladares, “podiam ter sido realizados controles mais rigorosos do ponto de vista sanitário”, como a realização de testes PCR no navio e antes da evacuação. O cientista destacou que, se isso não aconteceu, foi porque “não se quiseram fazer” os testes. Ao mesmo tempo, lamentou que “chegasse a ser dito” que as Canárias “não tinham capacidade para realizar” testes PCR: “É ofensivo. Poderiam ter sido realizados no Hospital Insular, no Doctor Negrín, no HUC...”.

Diante da gestão de crises sanitárias como a gerada por este surto de hantavírus, Valladares defendeu que se tenha “o conhecimento mais absoluto” da patologia, pois, em sua opinião, é “a melhor forma de ‘enfrentá-la’ e, consequentemente, proteger a saúde pública”. “Saber o número de contaminados é muito importante na hora de movimentar as pessoas”, alertou o especialista em Parasitologia.

O cientista lamentou, igualmente, a “negligência” observada nos traslados de passageiros do ‘Mv Hondius’, onde não teria observado critérios corretos de biossegurança. “Lá estava o ônibus com os passageiros e a porta aberta e, em frente a ele, embaixadores e políticos, e as pessoas no ônibus tirando a máscara”.

“Isso é correto?”, questionou Valladares, que precisou que “não é preciso ser cientista” para observar que nas evacuações de passageiros e seus transportes em Tenerife não houve “um isolamento absoluto”: “É preciso haver um controle absoluto”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado