Publicado 27/02/2026 03:47

Paquistão declara "guerra aberta" contra o Afeganistão, bombardeia Cabul e reivindica 133 mortes

PEQUIM, 23 de fevereiro de 2026 — Um veículo danificado é fotografado após um ataque aéreo na província de Nangarhar, no Afeganistão, em 22 de fevereiro de 2026. Zabihullah Mujahid, porta-voz do governo afegão, confirmou no domingo que as forças armadas p
Europa Press/Contacto/Saifurahman Safi

O governo talibã reconhece ataques na sua capital e em outras zonas, mas nega a existência de vítimas MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -

O governo do Paquistão bombardeou a capital do Afeganistão, Cabul, além de outras localidades, conforme anunciado na madrugada desta sexta-feira, quando atribuiu a morte de pelo menos “133 talibãs afegãos” em um conflito que o ministro da Defesa paquistanês, Jawaya Asif, já classificou como uma “guerra aberta” com o Afeganistão.

“Continuam os contra-ataques paquistaneses contra alvos no Afeganistão. Foi confirmada a morte de 133 talibãs afegãos e mais de 200 feridos. Estima-se que haja muito mais baixas em ataques contra alvos militares em Cabul, Paktia e Kandahar”, afirmou o ministro da Informação paquistanês, Ataulá Tarar, em um relatório divulgado nas redes sociais com informações atualizadas às 3h40 (hora local) sobre a operação batizada de “Ira da Verdade”.

Tarar afirmou também que as forças paquistanesas destruíram “mais de 80 tanques, peças de artilharia e veículos blindados”, bem como 27 postos talibãs, aos quais se somaram outros nove capturados.

Apesar dos números apontados pelo governo paquistanês, o porta-voz do governo afegão, Zabihulá Muyahid, indicou nas redes sociais que “ninguém ficou ferido”, embora tenha confirmado que “o covarde exército paquistanês bombardeou alguns locais em Cabul, Kandahar e Paktia”.

MINISTRO DA DEFESA DO PAQUISTÃO ANUNCIA “GUERRA ABERTA” Por sua vez, o ministro da Defesa do Paquistão, Jawaya Asif, acusou o Talibã de se ter tornado “um aliado da Índia”, apesar de, segundo ele, “o papel do Paquistão no passado ter sido positivo”. “Ele acolheu 5 milhões de afegãos durante 50 anos. Ainda hoje, milhões de afegãos ganham a vida em nosso território”, defendeu. “Nossa paciência se esgotou. Agora teremos uma guerra aberta com vocês”, proclamou em uma publicação nas redes sociais, na qual garantiu que “hoje, quando (os talibãs) tentaram atacar o Paquistão com agressividade, nossas forças estão dando uma resposta decisiva”.

A situação se agravou horas depois que o porta-voz do Talibã no Afeganistão anunciou que o Exército afegão começou a atacar “bases e instalações paquistanesas ao longo da Linha Durand” — que marca a fronteira entre os dois países com seus 2.640 quilômetros de extensão — em operações “em resposta às insurreições dos círculos militares paquistaneses”.. Muyahid afirmou então a morte de “cerca de 40” militares paquistaneses e acrescentou que os corpos de treze soldados afegãos haviam sido recuperados.

A intensificação das hostilidades vem de um contexto já tenso entre os dois países, no qual Cabul denunciou na segunda-feira ao Conselho de Segurança das Nações Unidas os bombardeios executados pelo Paquistão contra o país durante o fim de semana, ataques que resultaram na morte de mais de uma dezena de civis e que Cabul alegou terem como alvo “acampamentos e esconderijos terroristas” do grupo armado Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), conhecido como talibã paquistanês, e do grupo jihadista Estado Islâmico, em uma operação de resposta aos recentes ataques suicidas que ocorreram em solo paquistanês.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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