MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O Papa respondeu às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas quais este afirma que o Pontífice é uma pessoa “fraca” em matéria de criminalidade e “péssimo” em política externa. “Não sou político, falo do Evangelho. Aos líderes do mundo digo: basta de guerras”, afirmou Leão XIV.
Foi assim que o Pontífice se expressou durante a coletiva de imprensa no voo que o levou a Argel, no início de sua terceira viagem apostólica internacional, uma rota por quatro países africanos — Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial — que se estenderá até a próxima quinta-feira, 23 de abril. “Não vejo meu papel como o de um político, não sou um político, não quero entrar em um debate com ele”, afirmou o Papa diante dos cerca de 70 jornalistas que o acompanham na viagem.
Diante de uma jornalista norte-americana que reiterou a pergunta, Leão XIV afirmou que não tem “medo” do governo Trump. “Continuarei a proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, aquilo pelo qual a Igreja trabalha — insistiu ele. Digo isso a todos os líderes do mundo, não apenas a ele: tentemos pôr fim às guerras e promover a paz e a reconciliação”.
Além disso, segundo o Vatican News, o Bispo de Roma insistiu que continuará “levantando a voz contra a guerra, tentando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para buscar soluções para os problemas”. “Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram assassinados e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”, afirmou.
RECEBE UM FRAGMENTO DE CAYUCO DAS CANÁRIAS
Durante uma visita à cabine do avião, Leão XIV cumprimentou os jornalistas e, como é tradição nas viagens apostólicas, recebeu vários presentes. Entre eles, destaca-se um fragmento de um cayuco proveniente da rota das Canárias, considerada uma das mais perigosas do mundo, que o Pontífice aceitou agradecendo várias vezes em espanhol.
Também relacionado à Espanha, ele recebeu uma réplica do pináculo da torre de São Bernabé da Sagrada Família, ambos presentes relacionados à visita que o Pontífice realizará à Espanha de 6 a 12 de junho, na qual passará, além de por Madri, pelas Canárias e Barcelona.
Sobre sua viagem apostólica à África, o Papa destacou que “era a primeira viagem que ele queria fazer” e lembrou que já em maio do ano passado havia dito que queria ir à África, ao mesmo tempo em que assegurou estar “muito feliz por visitar novamente a terra de Santo Agostinho, que oferece uma ponte muito importante no diálogo inter-religioso”.
O Pontífice também descreveu a viagem como “uma bênção” para ele pessoalmente e também “para a Igreja e para o mundo”, e a inseriu no objetivo de “buscar sempre pontes para construir a paz e a reconciliação” e de “promover o respeito e a consideração por todos os povos”.
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