Publicado 22/06/2026 14:45

O Papa Leão XIV alerta que a fome “destrói a coesão social” e “impulsiona a migração forçada”

17 de junho de 2026, Cidade do Vaticano, ITÁLIA/ROMA: O Papa Leão XIV durante a audiência geral semanal na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, em 17 de junho de 2026. ANSA/ANGELO CARCONI., Imagem: 1110747324, Licença: Direitos gerenciados, Restriçõ
Angelo Carconi / Zuma Press / Europa Press / Conta

MADRID 22 jun. (EUROPA PRESS) -

O Papa Leão XIV visitou nesta segunda-feira a sede do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas em Roma, onde alertou que a fome “destrói a coesão social” e “impulsiona a migração forçada”.

“Mais do que uma simples preocupação humanitária, a fome destrói a coesão social, aumenta o risco de conflitos e impulsiona a migração forçada”, afirmou o Pontífice, que também alertou para a crise global de fome “sem precedentes” que o planeta está enfrentando.

Nesse sentido, ele refletiu sobre como as consequências dessa desigualdade “se estendem além dos diretamente afetados, prejudicando toda a coesão social, aumentando o risco de conflitos e migrações forçadas, mas também comprometendo a capacidade dos Estados e das sociedades de construir instituições resilientes, garantir uma educação eficaz e promover um desenvolvimento econômico sustentável, perpetuando assim ciclos de fragilidade que acabam afetando toda a comunidade internacional”.

Segundo dados do PMA, a fome no mundo atingiu níveis recordes, com uma estimativa de 266 milhões de pessoas em 47 países que sofreram com a insegurança alimentar aguda em 2025, uma situação agravada por uma queda “estrondosa” no financiamento para a assistência alimentar.

Nesse sentido, o Papa pediu que se dê um passo à frente, complementando a intervenção prática com a “compreensão das razões” pelas quais o atual sistema mundial “continua gerando justamente esses problemas que depois se vê obrigado a corrigir”.

O Pontífice propôs um retorno à cooperação multilateral. “Renovem e reforcem seu compromisso, aumentem os recursos destinados ao combate à fome e às suas causas profundas e eliminem os obstáculos que impedem que a ajuda chegue àqueles que dela necessitam”, destacou.

Durante sua visita, Leão XIV depositou uma coroa de flores no muro comemorativo do PMA, que presta homenagem aos 171 funcionários que perderam a vida no cumprimento do dever. O Papa elogiou a dedicação dos funcionários da organização, destacando que muitos deles atuam na linha de frente de diversos conflitos, arriscando suas vidas diariamente para atender aos mais necessitados.

“O compromisso de sua instituição ressoa profundamente com a missão da Igreja Católica de salvaguardar a dignidade humana e promover a fraternidade, enraizada no chamado evangélico de amar o próximo. De fato, compartilhamos a tarefa urgente de combater a fome e a desnutrição, atuando ao mesmo tempo nas causas estruturais que as alimentam”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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