Publicado 04/07/2026 07:19

O Papa apela para que se acolham e defendam os migrantes, a fim de enriquecer a história dos Estados Unidos

O Papa Leão XIV ao sair do encontro eclesial com as entidades de caridade e assistência diocesana na Igreja de Santo Agostinho, localizada no bairro de El Raval, em 10 de junho de 2026, em Barcelona, Catalunha (Espanha). Este evento de caráter social s
David Zorrakino/Europa Press/Pool - Europa Press

MADRID 4 jul. (EUROPA PRESS) -

O Papa Leão XIV destacou a importância de acolher, proteger e defender os migrantes como parte da história e do futuro dos Estados Unidos, em uma carta publicada por ocasião do 250º aniversário da assinatura da Declaração de Independência.

O Pontífice reivindicou a “promessa” de uma convivência pacífica entre as diversidades e o reconhecimento do valor intrínseco de toda vida humana.

Especificamente, Leão XIV apresentou a Declaração de Independência como “uma promessa de liberdade” confiada à história e como o horizonte de “uma convivência pacífica” construída com base na força da diversidade, transformada em motor de progresso e desenvolvimento “desde a educação até os serviços sociais”.

Além disso, ele destacou que esse ideal atravessou os séculos, de geração em geração, com “a honra e a responsabilidade de continuar oferecendo refúgio àqueles que buscam liberdade, proteção e uma nova possibilidade”.

O Papa lembrou que “é também graças ao sacrifício de homens e mulheres provenientes de todas as partes do mundo” que esse ideal tomou forma, contribuindo para “moldar o rosto e a história dos Estados Unidos da América” e sua constante, “às vezes agitada, busca pela felicidade”.

Ele qualificou a ratificação do documento assinado em 1776 como um momento “decisivo” da história, ao dar voz de forma duradoura aos ideais de liberdade, igualdade, busca da felicidade, justiça e autogoverno democrático.

“Durante dois séculos e meio, gerações de americanos trabalharam juntas para levar adiante esses princípios, por meio do sacrifício, do serviço, da inovação e da participação na vida civil”, escreveu Leão XIV. O aniversário, acrescentou ele, convida também à reflexão sobre o presente e o futuro da nação e sobre os valores que a sustentam.

A “PROMESSA AMERICANA” E A LIBERDADE RELIGIOSA

Entre esses valores, o Pontífice destacou a liberdade religiosa como elemento central da “promessa americana”, que protege “tanto a dignidade da pessoa quanto a convivência pacífica de um povo caracterizado pela diversidade” e permitiu que a Igreja “se enraizasse e prosperasse” nos Estados Unidos.

“Esse modo de vida deu origem aos inúmeros benefícios que a Igreja ofereceu, ao longo dos anos, ao desenvolvimento desta nação”, observou ele, citando seu serviço “nas áreas da educação, do cuidado preferencial aos pobres, da assistência médica e dos serviços sociais essenciais”.

Leão XIV retomou as palavras de Leão XIII na encíclica *Sapientiae christianae*, na qual se afirmava que “não há melhor cidadão do que o cristão consciente de seu dever”.

A partir dessa citação, ele sustentou que a fé não está em contraste com as exigências da cidadania, mas pode ser “a pedra angular de um novo vigor” voltado para a busca da justiça, da paz e do bem comum.

IMIGRANTES E DEFESA DA VIDA

Na carta, o Papa também destacou o “reconhecimento da dignidade de toda vida humana” como um dos princípios que guiaram a história dos Estados Unidos.

Além disso, ele afirmou que sua plena realização implica salvaguardar a vida “desde o seu início, na concepção, até a morte natural” e construir uma sociedade na qual “os mais vulneráveis, os que sofrem e os esquecidos sejam acolhidos com compaixão, solidariedade e amor”.

“A defesa da vida humana inclui também o acolhimento, a proteção e a assistência aos imigrantes, cujas esperanças, sacrifícios e contribuições fazem parte da história deste país desde seus primórdios”, destacou.

“Em cada geração, aqueles que chegaram em busca de liberdade, de oportunidades e de um lugar ao qual pertencer contribuíram para moldar o caráter da nação. Acolhê-los com compaixão e generosidade não é apenas um ato de caridade, mas também um reconhecimento da dignidade que cabe a cada ser humano”, acrescentou.

CORAGEM, SOLIDARIEDADE E BEM COMUM

Sobre o trabalho em prol do bem comum, Leão XIV fez referência à sua primeira encíclica, *Magnifica humanitas*, na qual define esse compromisso como “uma responsabilidade compartilhada” que exige “coragem”. Em sua opinião, o mundo precisa de “solidariedade e ousadia” para enfrentar os desafios atuais e honrar a visão daqueles que os precederam, “fortalecendo suas comunidades, respeitando suas diferenças e trabalhando juntos em direção a uma união cada vez mais perfeita”.

A carta foi encerrada com uma mensagem dirigida aos Estados Unidos: “Parabéns por este extraordinário aniversário nacional. Que o espírito de 1776 continue inspirando esperança e unidade enquanto os Estados Unidos da América avançam rumo ao futuro”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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