Publicado 29/05/2026 05:54

Países europeus condenam o "ato irresponsável" da Rússia após a queda de um drone na Romênia

Archivo - Arquivo - BUCARESTE, 17 de março de 2025  -- Um homem agita a bandeira nacional da Romênia e a bandeira da União Europeia durante uma manifestação pró-Europa em Bucareste, Romênia, em 15 de março de 2025.
Europa Press/Contacto/Cristian Cristel - Arquivo

MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -

Vários países europeus expressaram nesta sexta-feira sua condenação ao “ato irresponsável” da Rússia após o impacto, na madrugada desta sexta-feira, de um drone contra um prédio residencial na cidade de Galati, no leste do país e próxima à fronteira com a Ucrânia e a Moldávia, acusando Moscou de dar mais um passo em sua escalada militar na guerra contra o país vizinho.

Em declarações à emissora Radio France, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, descreveu o incidente ocorrido na Romênia, parceira da UE e da OTAN, como um “ato irresponsável da Rússia” e confirmou a convocação do embaixador da Rússia na França para lhe transmitir que a escalada dos últimos dias com “ataques massivos” contra civis, “as ameaças contra diplomatas franceses e europeus” e “este novo ato irresponsável” são “intimidações inconsequentes e vãs” que não vão fazer com que mude a posição de apoio a Kiev.

Segundo Barrot, esse tipo de incursão, que se soma aos incidentes na Polônia, Letônia ou Lituânia, é “uma tentativa desesperada” do presidente russo, Vladimir Putin, “de esconder seu fracasso”. Em sua opinião, após mais de quatro anos de guerra na Ucrânia sem ter alcançado seus objetivos, “a dúvida se instalou em Moscou”.

Quanto à resposta da OTAN, que mantém um batalhão de combate na Romênia e uma missão de patrulhamento aéreo, Barrot garantiu que a Aliança Atlântica conta com “toda uma gama de respostas possíveis”. “Se a segurança de um país da OTAN for comprometida, a resposta pode ser devastadora”, sublinhou, insistindo que a OTAN será “firme”, mas “proporcional” em sua réplica.

O primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, destacou que o ataque evidencia mais uma vez que a unidade da Europa e da OTAN “é mais importante do que nunca”. “A Hungria condena veementemente todos os ataques que colocam em risco a população civil e constituem uma violação do território e do espaço aéreo de um Estado-membro soberano da UE e da OTAN”, afirmou.

Do lado da Áustria, o chanceler austríaco, Christian Stocker, classificou o episódio como “mais uma escalada perigosa” da Rússia, “absolutamente repreensível”. “Condeno-o nos termos mais veementes possíveis. Estamos em total solidariedade com nossos amigos e parceiros na Romênia e desejamos uma rápida recuperação aos feridos", afirmou, insistindo na necessidade de esforços conjuntos europeus para reforçar as capacidades diante da ameaça representada pelos ataques com drones.

Seu homólogo tcheco, Andrej Babis, expressou sua condenação aos ataques contra a infraestrutura ucraniana, observando que “um dos drones atingiu também um prédio residencial em território romeno e feriu duas pessoas”. “A República Tcheca permanece firmemente ao lado de nossos parceiros da aliança e, da mesma forma, condenamos a contínua agressão russa contra a Ucrânia”, afirmou.

O presidente finlandês, Alexander Stubb, manifestou sua condenação, insistindo que Moscou “está ultrapassando mais um limite em sua guerra de agressão contra a Ucrânia” e enfatizando que Helsinque permanece ao lado de uma aliada como a Romênia e continua apoiando a Ucrânia em sua defesa.

PAÍSES BÁLTICOS AFIRMAM QUE ISSO NÃO PODE SE TORNAR UMA NOVA REALIDADE

Enquanto os países bálticos têm sido especialmente firmes em sua condenação, após a primeira-ministra lituana, Inga Ruginiene, ter destacado que este ataque constitui uma nova incursão no flanco oriental da OTAN como resultado da guerra russa contra a Ucrânia. “Desta vez na Romênia, com pessoas feridas. Isso não deve se tornar uma nova realidade à qual simplesmente nos acostumemos”, afirmou ela, reiterando a “necessidade urgente” de “exercer a máxima pressão” sobre a Rússia para que ponha fim à “sua guerra brutal e criminosa”, dar mais apoio a Kiev e tomar medidas “para fortalecer o flanco oriental da OTAN”.

Do lado da Letônia, o presidente, Edgars Rinkevics, destacou sua “total solidariedade” com Bucareste, indicando que está disposta a apoiar “as medidas adequadas para prevenir tais violações”, enquanto o ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, acusou a Rússia de “perseguir seus objetivos por meio de ataques brutais com drones e mísseis”. “O crescente nervosismo de Putin diante desses fracassos aumenta o risco de que ocorram incidentes perigosos. O ataque com drones da noite passada contra um prédio residencial na Romênia é um claro lembrete de que a agressão da Rússia se estende além da Ucrânia e ameaça diretamente os aliados da OTAN”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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