MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Saúde do Governo Basco, Alberto Martínez, propôs retirar o atual Estatuto-Quadro e “recomeçar do zero” em busca de consenso, uma vez que o Ministério da Saúde seguiu um “caminho unilateral, sem as comunidades autônomas, sem os profissionais, sem consenso suficiente e introduzindo elementos de divisão”.
“Acreditamos que chegou a hora de uma mudança de rumo. Retirar o Estatuto-Quadro e recomeçar, ampliando o consenso, não como uma derrota, mas como uma oportunidade, pois o que está em jogo não é uma norma, o que está em jogo é o funcionamento do sistema e a assistência aos cidadãos. Defendemos, portanto, outro caminho: mais diálogo, mais corresponsabilidade, mais acordo”, destacou durante sua participação no café da manhã informativo organizado pelo Executive Forum, com a colaboração da GSK e da Daiichi Sankyo.
Em sua opinião, o desenvolvimento do Estatuto-Quadro impulsionado pelo Ministério da Saúde provocou “cinco meses de greves”, sustentadas pelos sindicatos médicos que exigem um estatuto exclusivo, além de “tensões contínuas e um impacto direto sobre a população”.
O secretário, que defendeu que é o Ministério da Saúde que detém as competências, lembrou que já se passaram dois anos de negociações, mas que, atualmente, não se conseguiu consenso nem acordos com as comunidades autônomas, nem com o coletivo médico, e que “até dois dias atrás, parece que o consenso que havia se enfraqueceu”.
Nesse contexto, lamentou sobretudo que a classe médica não se sinta representada e considera viável “buscar um caminho próprio e específico”, levando em conta o reconhecimento de suas “singularidades”, desde os seis anos de curso até sua responsabilidade para com o paciente.
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