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SAN LORENZO DE EL ESCORIAL 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, destacou nesta segunda-feira que, para as empresas biofarmacêuticas, “a Espanha é um dos países ideais para se estabelecer, tanto para pesquisa quanto para produção e comercialização”.
Antes do curso de verão “Inovação biofarmacêutica na Espanha: competitividade, acesso e futuro da saúde”, organizado pela Takeda e pela Universidade Complutense de Madri em San Lorenzo de El Escorial (Madri), Padilla destacou que “estamos em um momento em que muitos países estão tentando tomar medidas para atrair investimentos na área biomédica, e tanto a Europa quanto a Espanha precisam cumprir suas responsabilidades”.
No que diz respeito à Espanha, ele comentou que era necessário renovar toda a legislação farmacêutica. “Uma parte importante já foi aprovada e outras partes serão aprovadas nas próximas semanas, mas, acima de tudo, o que precisávamos era que a política farmacêutica fosse uma política nacional, e não uma política de cada um dos ministérios. Essa foi a principal conquista desta legislatura”, destacou.
Além disso, destacou que, em matéria de política farmacêutica, há agora uma “visão conjunta de todos os ministérios”, já que “ela foi elevada ao nível de política nacional e a Espanha não é apenas o país da União Europeia onde mais ensaios clínicos são realizados, mas também reduzimos o tempo necessário para financiar um medicamento — acrescentou ele —, aumentamos a porcentagem de medicamentos financiados e podemos afirmar que a Espanha é um dos países onde vale a pena se estabelecer, tanto para pesquisar quanto para produzir e comercializar em nossa região”.
Além disso, ele destacou que, em um sistema de saúde como o espanhol, com grande predominância do sistema público “com centros de saúde de excelência onde se pesquisa, onde se atende e onde se ensina, é imprescindível que possamos abranger toda essa cadeia entre aqueles que estão pesquisando, tanto no âmbito público quanto no privado, as diferentes fases do medicamento e os pacientes que precisam de atendimento”.
Nesse sentido, ele argumentou que “esse elemento de colaboração é fundamental, e a estratégia da indústria farmacêutica que colocamos em prática em nosso país trabalha justamente nesse marco de colaboração entre todas as instituições”.
Em sua opinião, “para reforçar a competitividade biofarmacêutica e no setor biomédico, a Espanha, basicamente, precisa continuar consolidando as mudanças iniciadas há alguns anos”.
Assim, ele se referiu a “uma maior integração das políticas públicas em todo o país, um maior impulso a tudo o que diz respeito ao papel da política industrial, uma maior continuidade nos aspectos relacionados ao acesso e continuar reduzindo, como temos feito nos últimos anos, os prazos de financiamento e melhorar o acesso, além de continuar desempenhando um papel fundamental no âmbito europeu”.
Ele explicou que “no momento em que vivemos, não basta simplesmente dar respostas baseadas nas fronteiras de um país; precisamos responder às iniciativas que vêm, por exemplo, de países como os Estados Unidos ou a China com uma maior integração em nível europeu, e a Espanha tem uma voz fundamental que deve ser representada nesse nível”.
Nesse sentido, ele destacou que, atualmente, “a Espanha, por um lado, está sempre, ano após ano, entre os países com maior número de participações em ensaios clínicos, que são um elemento fundamental na pesquisa para que os medicamentos cheguem aonde devem chegar, mas, além disso, a Espanha desempenha um papel fundamental na hora de definir uma resposta por parte da União Europeia”.
Padilla afirmou que “somos, neste momento, fundamentais tanto no âmbito regulatório quanto no âmbito das compras e das diferentes autoridades competentes em matéria de financiamento nos diversos países da União, e é justamente essa continuidade e essa liderança no âmbito regulatório e das compras que devemos valorizar”.
Ele acrescentou: “Neste momento, qualquer empresa que pretenda realizar ensaios clínicos tem a Espanha em sua mira, e estamos trabalhando para que isso tenha continuidade, por um lado, com a pesquisa pré-clínica e, por outro, com tudo o que diz respeito ao acesso aos medicamentos”.
Quanto ao que ainda precisa ser feito, ele mencionou, em primeiro lugar, consolidar o que já temos para podermos continuar desempenhando nosso papel na atração de investimentos no âmbito dos ensaios clínicos e da produção industrial.
“Por isso, garantir agilidade na aprovação dos ensaios clínicos é fundamental, assim como conseguir descentralizar os locais onde eles são realizados”, explicou. “Temos grande capacidade para realizá-los em cidades como Madri ou Barcelona, mas precisamos descentralizar para aumentar também nossa capacidade.”
O segundo elemento que ele mencionou é consolidar as reformas que estão em andamento: “Por um lado, já foi aprovado o Decreto Real de Avaliação de Tecnologias da Saúde; nas próximas semanas, será aprovado o projeto de lei sobre medicamentos; e também já está em audiência pública o Decreto Real de Preços e Financiamento, que completa nossa regulamentação sobre como avaliamos e incorporamos os medicamentos”.
Ele também destacou a necessidade de colaborar com outros ministérios no desenvolvimento de iniciativas como, por exemplo, o Plano Profarma, que consiste em um plano de incentivos fiscais para as empresas que cumprirem determinados critérios, “um dos quais, claramente, é o desenvolvimento de capacidades de produção em nosso país”.
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