A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo
MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, defendeu que Ceuta “já não é uma área de difícil cobertura” e anunciou um concurso público com 396 vagas, em resposta às críticas do PP sobre a falta de pessoal e a não aplicação dos incentivos para áreas de difícil cobertura na cidade autônoma.
O secretário de Estado da Saúde, ao responder a uma pergunta do senador do Partido Popular por Ceuta, Abdelhakim Abdeselam, sobre as medidas adotadas para melhorar a situação sanitária do território, na Comissão de Saúde do Senado, assegurou que não está ocorrendo fuga de médicos da cidade autônoma, que as vagas oferecidas estão sendo preenchidas e que a INGESA é a principal empregadora da cidade, com mais de 1.300 funcionários.
“Desde 2018, houve um aumento de 2,77% no número de médicos na atenção primária, de 11,85% na atenção especializada, de 2,47% no total de profissionais de saúde na atenção primária e de 5,59% na atenção especializada, apesar da diminuição da atividade assistencial”, destacou.
Entre as medidas de reforço, Padilla destacou o pacote de investimentos em equipamentos de alta tecnologia e em infraestruturas: o robô cirúrgico Da Vinci, a ressonância magnética de três teslas (com milhares de exames anuais), a nova sala de hemodinâmica e o funcionamento diário do centro de saúde de Benzú. Ele acrescentou que, entre 2023 e 2027, o plano inclui novas iniciativas, como a unidade de atendimento infantil e juvenil em saúde mental, melhorias estruturais no hospital, um novo tomógrafo espectral e outra ressonância magnética de última geração.
Além disso, esclareceu que “todas as vagas de formação em saúde especializada foram preenchidas, inclusive em alguns anos em que ficaram vagas em outros locais, e que isso ocorreu, entre outras coisas, porque temos os salários mais altos de todo o território espanhol”.
Padilla situou essas ações no âmbito dos planos integrais de desenvolvimento socioeconômico de Ceuta e Melilla aprovados pelo Conselho de Ministros, que estabelecem dez grandes eixos para a Saúde, entre os quais se encontram o reforço dos recursos humanos, investimentos em tecnologia, ampliação do portfólio de serviços, saúde digital, saúde pública, pesquisa, formação especializada em saúde, saúde mental e aprimoramento dos registros profissionais.
Por sua vez, Abdeselam criticou o fato de que, enquanto equipamentos “como uma Ferrari” são inaugurados, ainda falta o pessoal médico, de enfermagem e técnico necessário para utilizá-los normalmente. “Precisam de técnicos, precisam de enfermeiros, precisam de médicos que estejam familiarizados com esse tipo de equipamento”, afirmou.
Além disso, o senador do PP contradisse o secretário de Estado ao afirmar que Ceuta cumpre amplamente os critérios de “cobertura difícil” e acusou o Ministério da Saúde de descumprir os incentivos previstos no Decreto Real 118/2023 para atrair médicos.
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