Publicado 13/04/2026 08:42

Padilla afirma que a reforma da Lei dos Medicamentos será encaminhada em breve ao Conselho de Estado e, em dois meses, ao Conselho d

Javier Padilla afirma que a reforma da Lei dos Medicamentos será encaminhada “em breve” ao Conselho de Estado
EUROPA PRESS

MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, garantiu que a reforma da Lei dos Medicamentos e Produtos Sanitários — conhecida como Lei do Medicamento e aprovada há pouco mais de um ano — “será encaminhada em breve ao Conselho de Estado para ser finalizada e encaminhada ao Congresso” dos Deputados, além de que será submetida em cerca de dois meses ao Conselho de Ministros para segunda votação.

“Trata-se de uma crise de implementação, mais do que normativa”, afirmou em relação à escassez de enfermeiras especializadas em Saúde Familiar e Comunitária que estão atuando em um cargo estrutural como tal, já que participou de um evento sobre o assunto no qual foi exigida a referida reforma legislativa para obter uma implementação efetiva da prescrição por enfermeiras em todo o país.

Nessa linha, a assessora de Padilla e responsável pelo Comitê Nacional de Cuidados, Paloma Calleja, explicou que, nessa lei, “as enfermeiras aparecem pela primeira vez como profissionais prescritoras sem qualquer tipo de restrição”, e o fazem “no mesmo parágrafo que outros grupos profissionais”. “É uma reivindicação que fazemos há muito tempo”, destacou.

“O que nos preocupa é o primeiro dia após a aprovação”, assinalou, em consonância com Padilla, já que este último sublinhou que houve “uma situação de negligência executiva” na hora de implementar a Enfermagem Familiar e Comunitária e permitir a prescrição por enfermeiros. Esse conceito “é bom para as enfermeiras e, acima de tudo, é bom para a população”, declarou, por sua vez, Calleja.

A PRESCRIÇÃO ENFERMEIRA “NÃO TEM A VER COM CORPORATIVISMO”

Na opinião da responsável pelo Comitê Nacional de Cuidados, a referida reforma legal “não tem a ver com corporativismo, mas sim com melhorar a assistência aos cidadãos e conferir normalidade jurídica a um tipo de prática que já existe”. Além disso, ela defende "não esperar esse ano de margem" que a norma concede "para fazê-lo" e colocar em prática a prescrição de enfermagem, por isso ressaltou o objetivo de "deixar tudo o mais definido possível".

“Não podemos fugir dos problemas executivos por meio de regulamentações”, insistiu o secretário de Estado da Saúde, já que a atualização dessa norma, assim como a da Lei de Ordenamento das Profissões da Saúde (LOPS), “habilita mudanças”, mas “não as gera”. Diante disso, ele destacou o sistema de incentivos previsto no Plano de Atenção Primária, pelo qual, “para ter acesso à metade do financiamento”, é necessário cumprir critérios que favorecem a Enfermagem Familiar e Comunitária.

Por isso, ele ressaltou que “não há comunidades autônomas retrocedendo” nessa linha, mas sim diferentes ritmos. “É preciso permitir que todas as categorias ampliem seu âmbito de competências”, afirmou, enquanto Calleja declarou que a especialidade em questão “é um dos sinais claros da necessidade de discutir o modelo de cuidados”.

O papel dessas profissionais na Atenção Primária é “fundamental”, afirmou a presidente da Plataforma de Organizações de Pacientes (POP), Carina Escobar, que argumentou, para isso, que a população está “cada vez mais envelhecida” e existe “uma situação de cronicidade muito significativa”. No entanto, “o sistema continua fragmentado”, afirmou.

Por fim, a coordenadora do Instituto de Pesquisa do Conselho Geral de Enfermagem, Guadalupe Fontán, lembrou que, a cada ano, “cerca de 15% dos estudantes formados saem” da Espanha. “É preciso reter aqueles que se formam”, observou ela, concluindo com a observação de que esses profissionais têm “uma visão global do ambiente” e “uma abordagem voltada para o autocuidado”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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