MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) - Covadonga, paciente transplantada de ambos pulmões, e o pai de Lucía, uma menina transplantada de fígado e rim, agradeceram nesta sexta-feira aos profissionais de saúde e coordenadores de transplantes, mas acima de tudo aos doadores e suas famílias pelo seu gesto de solidariedade, com o qual garantem que lhes deram a vida.
“Quero agradecer, isto não é sobre mim, quero agradecer a todos os profissionais, aos coordenadores, que são anjos, aos helicópteros, que sempre imaginei que transportavam os pulmões que não chegavam até mim e, acima de tudo, todos os dias penso no doador e na sua família. Eles devem sentir sua dor todos os dias, mas me deram a vida”, afirmou Covadonga durante um evento realizado no Ministério da Saúde para divulgar os dados de doações e transplantes de 2025.
Covadonga sofre de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e destacou que o transplante dos dois pulmões, pelo qual esperou três anos, permitiu-lhe voltar a realizar atividades básicas, como tomar banho, algo que antes não podia fazer porque o vapor afetava sua respiração, ou subir escadas.
Em sua intervenção, ela também quis agradecer aos cuidadores das pessoas que precisam de um transplante e, em particular, à sua mãe. “Minha mãe teve que ter uma paciência impressionante, porque nos tornamos muito egoístas”, disse ela. Da mesma forma, ela valorizou a saúde pública espanhola, pois ela morava nos Estados Unidos e garante que a Espanha “não tem nada a invejar”.
Por sua vez, o pai de Lucía explicou que sua filha nasceu com uma doença degenerativa que exigia um transplante como parte do tratamento. Em junho passado, a menor entrou na lista de espera para o transplante e, em 1º de setembro, recebeu a ligação para a intervenção hepatorrenal.
Segundo ele, a operação foi um “sucesso”, embora tenha sido necessário voltar à sala de cirurgia em outras três ocasiões devido a complicações posteriores. Nesse ponto, ele destacou o compromisso de todos os profissionais de saúde, que operaram nos finais de semana ou de madrugada. “Como disse antes a ministra, isso é um sucesso da sociedade, dos doadores. Lembremo-nos das famílias, é claro, que perderam seus filhos e nos deram a vida”, expressou. Lucía, que também esteve presente no evento, destacou que está “bem” e que seu desejo é poder voltar a jogar futebol.
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