Publicado 15/07/2026 07:20

Pacientes exigem do Ministério da Saúde um decreto de preços que garanta o acesso equitativo aos medicamentos

Archivo - Arquivo - O presidente do Fórum Espanhol de Pacientes, Andoni Lorenzo, participa do Encontro digital “A COVID e seus efeitos colaterais: o insônia, seu tratamento e seu impacto na saúde mental”, no Meeting Place de Castellana, em 18 de março de
Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo

MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -

O Fórum Espanhol de Pacientes (FEP) exige que o Ministério da Saúde lembre que o financiamento de um medicamento não garante que ele chegue nas mesmas condições a todas as comunidades autônomas, por isso, em suas alegações, exige que o novo projeto de Decreto Real sobre financiamento e fixação de preços de medicamentos elimine a desigualdade no acesso.

A organização apoia a criação de regras mais claras e previsíveis, mas solicita ao Ministério da Saúde que a futura norma não se limite a estabelecer procedimentos e controlar os gastos. Em sua opinião, ela também deve servir para acelerar o acesso, reduzir as desigualdades territoriais e conferir aos pacientes um papel efetivo na tomada de decisões.

O texto atual indica que o Ministério da Saúde poderá estabelecer mecanismos comuns de coordenação, o que, para o FEP, deveria ser uma obrigação para “evitar que duas pessoas com circunstâncias clínicas semelhantes recebam respostas diferentes dependendo da comunidade autônoma em que sejam atendidas”.

“Se não for possível garantir que qualquer cidadão, independentemente de seu local de residência, receba uma resposta de saúde idêntica à de outro, então temos um Sistema Nacional de Saúde falho em sua essência”, destaca Andoni Lorenzo, presidente do Fórum Nacional de Pacientes.

Além disso, o projeto prevê a inclusão de um representante dos pacientes em alguns órgãos, embora o Fórum considere que essa representação corre o risco de ser meramente simbólica. Por isso, propõe aumentar de um para três o número de vagas reservadas às organizações de pacientes em determinados grupos ligados à adoção de medicamentos e tecnologias de saúde.

Também solicita que seja reconhecida expressamente sua capacidade de fornecer informações aos procedimentos. O FEP defende que a experiência dos pacientes permite identificar efeitos que nem sempre constam nos dossiês técnicos: atrasos, deslocamentos, dificuldades para manter o tratamento, impacto sobre os cuidados ou diferenças regionais na prática clínica.

A organização de pacientes também destaca como se pretende avaliar um medicamento; nesse sentido, considera que, além do preço, do impacto orçamentário e dos resultados clínicos, também deve ser medida a carga real da doença. Assim, propõe-se incorporar a idade, a cronicidade, a deficiência, a gravidade, a perda de qualidade de vida e as consequências econômicas e sociais da patologia. Além disso, avalia-se o impacto dos tratamentos sobre a autonomia dos pacientes, suas possibilidades de trabalhar ou participar da sociedade e a carga suportada por familiares e cuidadores.

Além disso, solicita que o Ministério da Saúde estabeleça critérios comuns e de cumprimento obrigatório para autorizar tratamentos excepcionais, especialmente quando se tratar de medicamentos que tenham ficado fora do financiamento geral, mas que sejam necessários para determinados pacientes ou grupos. E destaca as condições especiais de financiamento, como os acordos vinculados a resultados ou os limites de custo por paciente.

Por outro lado, o Fórum solicita que o Decreto Real especifique onde serão publicadas as resoluções de financiamento, exclusão ou revisão dos medicamentos, com que periodicidade e em quais prazos. “A informação pública não pode ficar sujeita a fórmulas genéricas nem a canais que dificultem sua consulta”, adverte.

Com suas propostas, o Fórum pretende que o futuro decreto seja algo mais do que uma norma de preços. A organização aspira transformá-lo em uma ferramenta de acesso, coesão e prestação de contas. “Organizar as contas do sistema é necessário, mas o verdadeiro teste virá quando for preciso verificar quanto tempo leva para um medicamento financiado chegar ao paciente e se isso ocorre em condições de igualdade em toda a Espanha”, afirma o presidente do Fórum Espanhol de Pacientes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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