Publicado 04/05/2026 13:11

Pacientes com asma alertam para as desigualdades regionais no diagnóstico e no acesso aos tratamentos

Archivo - Arquivo - Mulher com asma, inalador
LJUBAPHOTO/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

A Federação Espanhola de Associações de Pacientes Alérgicos e com Doenças Respiratórias (FENAER) alertou nesta segunda-feira sobre as desigualdades no diagnóstico e no acesso a tratamentos entre as comunidades autônomas, e até mesmo entre as áreas de saúde, diante das quais exigiu que as autoridades tomem medidas.

Por ocasião do Dia Mundial da Asma, comemorado nesta terça-feira, a FENAER detalhou que a doença afeta entre 5% e 10% dos espanhóis, mas que persistem o subdiagnóstico e a subvalorização da patologia. De acordo com o Estudo de prevalência da asma na população geral na Espanha, da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR), até 73% das pessoas que sofrem de asma não sabem disso.

"Uma doença sem diagnóstico é uma doença sem tratamento. Isso se traduz em sintomas evitáveis, crises evitáveis, idas ao pronto-socorro evitáveis e, em última análise, em uma perda de qualidade de vida que não deveria ocorrer”, alertou o presidente da FENAER, Mariano Pastor.

Além disso, a federação destacou que, embora tenham ocorrido avanços terapêuticos, ainda existem importantes desigualdades no acesso aos tratamentos mais inovadores. Nesse sentido, denunciou a falta de equidade no acesso aos tratamentos biológicos, que demonstraram “melhorar significativamente” a qualidade de vida dos pacientes com asma grave.

Precisamente, os pacientes com asma grave não controlada sofrem especialmente com essa desigualdade, já que o local onde vivem determina se podem ou não ter acesso a unidades especializadas, o que limita o acesso a um diagnóstico precoce e ao manejo multidisciplinar da doença.

A FENAER exigiu das autoridades de saúde medidas para reduzir o subdiagnóstico, sugerindo o estabelecimento de protocolos de diagnóstico precoce e sistemático, com exames como a espirometria na Atenção Primária (AP). Também reivindicou a garantia de acesso equitativo a tratamentos avançados, incluindo os biológicos para pacientes com asma grave não controlada.

Além disso, instaram ao estabelecimento de critérios homogêneos de encaminhamento para unidades especializadas em todo o território e à promoção de maior visibilidade e acessibilidade das Unidades de Asma Grave. Por sua vez, solicitaram que se incentive a educação em saúde, especialmente no momento do diagnóstico.

"VIVER COM ASMA NÃO É UM LIMITE"

Nesse contexto, a FENAER impulsionou a campanha “Viver com asma não é um limite”, com o objetivo de dar visibilidade à realidade dessa doença na Espanha e exigir melhorias urgentes em sua abordagem. A campanha de conscientização é realizada com o apoio incondicional das empresas Chiesi, Sanofi, AstraZeneca e GSK.

A base desta campanha é o guia “Viver com asma não é um limite”, destinado a pessoas recém-diagnosticadas, familiares e cuidadores. Esta ferramenta oferece orientação prática para compreender e controlar a doença desde o início, enfatizando a adesão aos tratamentos prescritos e a adoção de hábitos saudáveis. O documento explica o que é a asma e quais são os gatilhos mais comuns, bem como a importância de identificá-los e evitá-los na medida do possível.

“O problema não é a falta de soluções, porque elas existem, mas a falta de acesso a elas. É hora de colocar a asma na agenda da saúde e dar resposta a uma realidade que afeta milhões de pessoas”, concluiu Mariano Pastor.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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