Wiktor Dabkowski / Zuma Press / Europa Press / Con
Lembre-se de que a Aliança é “a pedra angular” da defesa coletiva
BRUXELAS, 16 set. (EUROPA PRESS) -
A OTAN acolheu “com satisfação” a proposta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de criar um instrumento semelhante ao “Artigo 4º” da Aliança para coordenar a resposta da União Europeia a ataques híbridos, argumentando que isso representa “um passo à frente” no apoio à segurança compartilhada.
“Acolhemos com satisfação que nossos aliados e parceiros europeus deem um passo à frente para fazer mais em prol de nossa segurança compartilhada”, afirmou à Europa Press um porta-voz da OTAN ao ser questionado sobre a opinião da organização a respeito da proposta de Von der Leyen e se esta poderia representar uma duplicação de esforços já em andamento na Aliança.
Essas mesmas fontes também indicaram que, “como foi novamente destacado” na cúpula da OTAN em Ancara (Turquia) no último mês de julho, a organização é “a pedra angular” da defesa coletiva, incluindo a dos países da União Europeia que também fazem parte da Aliança.
“Continuaremos trabalhando em estreita colaboração com a União Europeia na concretização de nossa agenda comum, incluindo o impulso à produção industrial de defesa e a garantia de um apoio contínuo à Ucrânia”, concluíram representantes da organização liderada por Mark Rutte.
UMA VERSÃO EUROPEIA DO ARTIGO 4º DA OTAN
As declarações da OTAN ocorreram horas depois de Von der Leyen ter proposto, em seu discurso no Debate sobre o Estado da União (SOTEU, na sigla em inglês) perante o plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França), a criação de uma espécie de “Artigo 4” europeu da OTAN que permita aos Estados-membros da UE coordenar uma resposta conjunta a ataques híbridos que ameacem sua segurança.
“A Europa precisa de seu próprio manual de resposta contra ameaças híbridas. Precisamos urgentemente de um consenso sobre como responder a certos incidentes. Aqueles que ficam abaixo do limiar da agressão armada, mas que claramente ameaçam nossa segurança nacional. Em outras palavras, um mecanismo que complemente o ‘Artigo 4’ da OTAN”, afirmou.
A conservadora alemã destacou que, quando um Estado-membro ativasse esse “Artigo 4” europeu, os Vinte e Sete se reuniriam para coordenar uma resposta conjunta, dissuadir uma maior escalada e mitigar o impacto do incidente.
Ela também propôs “ir ainda mais longe” e criar um “Conselho Europeu de Segurança” que reúna os líderes europeus com parceiros como o Reino Unido, o Canadá, a Noruega ou a Ucrânia — embora sem os Estados Unidos — para abordar em conjunto as ameaças à segurança do continente.
“Há muito tempo debatemos sobre um fórum de líderes voltado para a segurança do nosso continente. Com parceiros como Canadá, Noruega, Ucrânia, Reino Unido e outros envolvidos. Isso é ainda mais urgente agora, dada a natureza e a magnitude dos riscos em jogo. Por isso, apresentaremos nossas ideias para concretizar um Conselho Europeu de Segurança”, afirmou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático