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MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
A OTAN mobilizou, na madrugada desta terça-feira, aviões de combate turcos de sua missão de patrulhamento aéreo na região do Báltico, após a incursão de drones de origem ucraniana no espaço aéreo da Estônia.
“Durante a noite, foram acionados alertas aéreos em algumas zonas da Estônia depois que alguns drones sobrevoaram perto de nossa fronteira e entraram no espaço aéreo estoniano”, informou o ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, em uma mensagem nas redes sociais, na qual detalha que caças da OTAN reagiram a partir da base aérea de Amari, próxima ao Golfo da Finlândia.
“Posteriormente, as Forças de Defesa da Estônia suspenderam o alerta aéreo”, indicou ele, ressaltando que a OTAN reagiu “rapidamente e exatamente conforme o previsto” diante desse alerta. “A Aliança permanece em alerta e está preparada para proteger o território aliado”, afirmou.
Conforme ressaltou o ministro das Relações Exteriores, esse tipo de incidente é “uma consequência direta da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia” e, em sua opinião, evidencia “a necessidade de aumentar a pressão sobre a Rússia para que ponha fim à sua agressão”.
As Forças de Defesa da Estônia destacaram em um comunicado que os drones que invadiram o espaço aéreo são os “utilizados em um ataque ucraniano contra alvos na Rússia”. Esses “voavam perto da fronteira e, por um breve momento, entraram no espaço aéreo da Estônia”, acrescentou.
Mais especificamente, a OTAN mobilizou caças turcos “para responder, caso fosse necessário”. “Não há registro de que algum drone tenha caído na Estônia. A possível ameaça aérea terminou às 05h30 da manhã”, detalhou o Exército do país báltico.
A SEGURANÇA DA EUROPA E DA UCRÂNIA SÃO “INSEPARÁVEIS”
Por sua vez, a Ucrânia elogiou a reação da Estônia, insistindo que a “agressão da Rússia ameaça cada vez mais a segurança da Europa” muito além das fronteiras ucranianas. “O incidente de ontem à noite na Estônia é mais um lembrete contundente das ameaças e consequências da guerra da Rússia”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga.
Conforme ressaltou Kiev, a resposta para evitar que essas ameaças se multipliquem “é fortalecer a defesa aérea da Ucrânia, aumentar a pressão sobre a Rússia e privar o agressor dos meios para continuar sua guerra”. “A segurança da Ucrânia e a segurança da Europa são inseparáveis”, acrescentou o ministro das Relações Exteriores.
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