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BRUXELAS 26 set. (EUROPA PRESS) -
A missão de vigilância aérea da OTAN na Lituânia interveio na quinta-feira na presença de cinco caças russos voando perto do espaço aéreo aliado, disse a Aliança Atlântica, em um episódio que ocorre em meio a uma série de incursões de drones e aeronaves russas no espaço aéreo da Polônia, Estônia e Romênia e incidentes com drones em vários aeroportos da Dinamarca.
Especificamente, dois aviões de combate húngaros pertencentes à missão da polícia aérea do Báltico tiveram que ser ativados e decolar da base de Siauliai, onde também há um contingente espanhol, para interceptar cinco caças, três Mig-31, um Su-30 e um Su35, que estavam próximos ao espaço aéreo da Lituânia.
A organização militar não forneceu mais detalhes sobre o episódio, embora tenha enfatizado que a intervenção da Hungria é uma prova do compromisso da aliança com a defesa dos países bálticos e do flanco oriental.
Esse tipo de operação é comum na região do Báltico e do Mar Negro, embora nas últimas semanas tenham ocorrido vários incidentes envolvendo aeronaves e drones russos que violaram diretamente o espaço aéreo de países da OTAN, sendo o caso mais grave na Estônia, onde três caças Mig-31 russos passaram 12 minutos em território aliado.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu as ações da OTAN no incidente da Estônia, no qual os caças russos foram escoltados por forças italianas, suecas e finlandesas, garantindo que essas aeronaves não representavam uma ameaça direta à segurança dos aliados.
De qualquer forma, o caso abriu o debate sobre se a OTAN deve abater todas as aeronaves que invadirem seu espaço aéreo, depois que a Polônia avisou que agirá sem piedade. Rutte abriu a porta para o abate de aeronaves russas "se necessário", mas ressalvou que tais ações seguem uma série de protocolos e avaliações, de modo que "isso não significa que sempre abateremos um avião imediatamente".
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