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Pelo menos quatro países já se ofereceram para participar desse novo plano, batizado de Sentinela do Leste.
BRUXELAS, 12 set. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, anunciou na sexta-feira o lançamento de uma nova iniciativa para fortalecer as medidas de vigilância e os sistemas de defesa no flanco leste da Aliança, em resposta direta à recente incursão de drones russos no espaço aéreo polonês.
"Este não foi um incidente isolado", disse Rutte durante uma aparição em Bruxelas para anunciar uma iniciativa chamada Sentinel East, que a OTAN pretende usar para mostrar que está "pronta e preparada para defender cada centímetro do território aliado".
Com esse novo destacamento, que começará "nos próximos dias" e prevê maior "flexibilidade" na resposta a necessidades específicas, a OTAN quer proteger "ainda mais" uma área que está particularmente sujeita a ameaças da Rússia. "Queremos deixar claro que, como uma aliança defensiva, estamos sempre prontos para nos defender", disse Rutte.
Vários países já confirmaram sua intenção de adicionar recursos à Eastern Sentinel, embora o Comandante Supremo Aliado da OTAN, Alexus G. Grynkewich, esteja confiante de que outros estados-membros se juntarão "em breve". Entre os países que já aderiram estão a Dinamarca, com dois caças F-16, a França, com três caças Rafale, e a Alemanha, com quatro Eurofighters, enquanto o Reino Unido afirmou que participará, de acordo com um comunicado.
Grynkewich ressaltou que, embora o flanco oriental seja "a primeira linha de defesa", Moscou "pode chegar a qualquer outra parte" da Aliança. "Embora o imediatismo nos leve à Polônia, a situação transcende as fronteiras de uma única nação. O que afeta um aliado afeta a todos nós", enfatizou.
Por sua vez, Rutte ressaltou que, mesmo que a versão russa fosse verdadeira de que o que aconteceu na quarta-feira não foi uma incursão deliberada, ainda assim seria "perigoso" e "inaceitável". Nesse sentido, ele relacionou o caso polonês com incidentes anteriores nos países bálticos e na Romênia e destacou que, por causa de eventos como esses, é necessário "defender o flanco oriental (da Aliança) ainda melhor, com mais flexibilidade".
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