BRUXELAS 7 jan. (EUROPA PRESS) -
A OTAN afirmou nesta quarta-feira que a segurança de um Estado-membro se baseia na “defesa coletiva” e que esse princípio se aplica “em toda a Europa, no Ártico e no Atlântico Norte”, depois que os Estados Unidos reivindicaram a soberania da Groenlândia alegando motivos de “segurança nacional” e por ser “um local muito estratégico”.
Foi o que garantiram à Europa Press fontes da Aliança Atlântica, que lembraram que o Ártico “tem uma importância estratégica crescente” e que a OTAN tem “um claro interesse em manter a segurança e a estabilidade na região”. “A segurança da OTAN baseia-se na defesa coletiva: a segurança de um aliado é inseparável da segurança de todos. Isto aplica-se a toda a Europa, ao Ártico e ao Atlântico Norte”, argumentaram as mesmas fontes.
A Aliança Atlântica também lembrou que o recente acordo alcançado em 2025 na Cúpula de Haia, no qual os países membros se comprometeram a aumentar os gastos com defesa para até 5% do seu PIB — exceto a Espanha —, já implica um reforço da dissuasão e da defesa da OTAN, “também no Ártico”.
“A OTAN está também a intensificar a sua atenção ao Alto Norte através de uma melhor consciência situacional, treino e exercícios para garantir a preparação em todas as condições, e os Aliados estão a investir em capacidades aéreas e marítimas essenciais”, concluiu a Aliança na sua mensagem.
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