Publicado 02/09/2025 07:33

Os últimos avanços científicos e terapêuticos permitem falar em cura para pacientes com mieloma múltiplo.

Archivo - Arquivo - As células do mieloma múltiplo se aglomeram na corrente sanguínea.
NEMES LASZLO/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Sociedade Espanhola de Hematologia e Hemoterapia (SEHH), Victoria Mateos, destacou que os últimos avanços científicos e terapêuticos nos permitem falar, pela primeira vez, de estratégias reais de cura em determinados perfis de pacientes com mieloma múltiplo.

"Já não deve ser descrita como uma doença incurável", enfatizou Mateos, coordenadora do Grupo Espanhol de Mieloma do Programa Espanhol de Tratamento Hematológico (GEM-PETHEMA) e hematologista do Hospital Universitário de Salamanca, no contexto do Dia Mundial do Mieloma Múltiplo, que está sendo comemorado nesta sexta-feira.

Essa doença é responsável por 10% de todos os casos de câncer hematológico e, de acordo com estimativas da Rede Espanhola de Registros de Câncer (REDECAN), 3.000 novos pacientes são diagnosticados a cada ano, o que a torna o terceiro câncer sanguíneo mais comum, atrás de linfomas e leucemias.

O SEHH destacou o valor dos novos tratamentos de imunoterapia, como anticorpos monoclonais, terapias CAR-T e anticorpos biespecíficos, que ajudam a induzir respostas profundas e duradouras em pacientes com mieloma múltiplo.

Nessa linha, o presidente da sociedade científica apontou o monitoramento da doença residual mínima (DRM), que permite detectar a presença de uma única célula tumoral em meio a um milhão de células normais, facilitando decisões terapêuticas personalizadas e avaliações de cura funcional. "A MRD negativa mantida ao longo do tempo é hoje o principal fator prognóstico. Esse é o nosso novo alvo", explicou Mateos.

Os pacientes com mieloma assintomático também estão se beneficiando do progresso científico e os tratamentos estão sendo testados neles antes que a doença progrida. "Somos capazes de identificar os pacientes recém-diagnosticados que podem receber opções de tratamento eficazes", enfatizou o Dr. Mateos.

CURA EM DETERMINADOS PACIENTES

Com tudo isso, o especialista reiterou que é "razoável" pensar que um número significativo de pacientes já está curado ou em vias de cura, conforme sustentado por vários estudos.

Em pacientes jovens, sem fatores de alto risco, a sobrevida livre de progressão mediana estimada é de 17 anos, com a possibilidade de ultrapassar 20 anos em alguns casos. Para pacientes mais velhos que não são candidatos a transplante, a sobrevida livre de progressão também foi ampliada para quase uma década.

Apesar disso, a presidente da SEHH destacou que nem todos os pacientes podem se beneficiar dessas estratégias e que a idade avançada, a fragilidade ou as alterações genéticas de alto risco ainda são desafios a serem superados. No entanto, ela enfatizou que a cura não é mais uma utopia, mas uma meta alcançável para um número cada vez maior de pacientes.

INICIATIVAS DA SEHH

Para melhorar o gerenciamento e o acompanhamento dos pacientes, o SEHH desenvolveu o HematoBot, um espaço que abriga dois assistentes virtuais sobre esse câncer de sangue para consultas rápidas e rigorosas sobre tratamento, nutrição e fragilidade. Essas ferramentas são patrocinadas pela Pfizer, Johnson&Johnson, BMS e Sanofi, no caso do assistente de tratamento, e pela Sanofi, no caso do assistente de nutrição.

Também focada em ajudar os pacientes, a sociedade tem o programa EnforMMa, patrocinado pela Sanofi, que visa promover exercícios físicos seguros e adequados. Essa iniciativa incentiva um estilo de vida ativo, melhora a tolerância ao processo da doença e promove a melhora física e funcional dos pacientes com mieloma múltiplo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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