Publicado 09/03/2026 10:33

Os tóxicos ambientais aumentam o risco de doenças crônicas, segundo especialistas

Archivo - Arquivo - Mulher limpando o chão.
PEOPLEIMAGES/ISTOCK - Arquivo

MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) - Um grupo de especialistas concordou, durante sua participação no X Congresso Internacional de Medicina Ambiental, que os tóxicos ambientais não só provocam patologias específicas, como a sensibilidade química múltipla ou a eletrohipersensibilidade, mas também contribuem para o aumento de doenças crônicas, desde alterações neurológicas até distúrbios hormonais e metabólicos.

Assim, analisaram como a exposição diária a contaminantes químicos, radiações ou alterações do sistema alimentar está influenciando o desenvolvimento de doenças. Além disso, afirmam que muitas dessas patologias continuam sendo subdiagnosticadas ou mal interpretadas, o que atrasa seu tratamento e agrava o sofrimento dos pacientes. “A medicina ambiental nos convida a olhar além do sintoma e buscar a origem da doença. Em muitos casos, não estamos falando de doenças isoladas, mas de processos de intoxicação crônica por exposições ambientais que ainda não sabemos identificar a tempo”, apontou a presidente da Fundação Alborada e diretora do congresso, Pilar Muñoz-Calero. Uma das mensagens mais repetidas durante o congresso foi a importância de melhorar a formação médica nessa área. Vários especialistas alertaram que pacientes com patologias ambientais são frequentemente encaminhados para consultas de psiquiatria ou psicologia, quando na verdade existem alterações fisiológicas e bioquímicas que devem ser investigadas. Entre as ferramentas apontadas para avançar no diagnóstico, destaca-se a análise de biomarcadores, que permite detectar alterações nos processos de desintoxicação do organismo, a presença de metais pesados ou os efeitos de determinados compostos químicos.

A CASA, UM DOS PRINCIPAIS FOCOS DE EXPOSIÇÃO Os especialistas alertaram que muitas das exposições que desencadeiam doenças ambientais ocorrem na própria casa. Assim, produtos de limpeza, materiais de construção, velas aromáticas, pesticidas domésticos ou mofo podem atuar como desencadeadores em pessoas suscetíveis.

Este contexto ocorre num cenário de crescente exposição a substâncias químicas. Atualmente, existem mais de 240 000 compostos químicos registados, aos quais se juntam milhares de novos compostos todos os anos, o que representa um desafio crescente para a saúde pública.

Durante as diferentes sessões, também foram analisados novos desafios emergentes, como a presença de micro e nanoplásticos no corpo humano ou o progressivo empobrecimento nutricional dos alimentos devido à deterioração dos solos agrícolas. RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DAS DOENÇAS AMBIENTAIS

Uma das mesas redondas realizadas durante o congresso abordou a situação internacional de patologias como a sensibilidade química múltipla. Os participantes destacaram a necessidade de avançar para o seu reconhecimento na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, o que facilitaria o seu diagnóstico, investigação e cuidados de saúde.

No âmbito do congresso, Pilar Muñoz-Calero também apresentou a Agência Internacional de Medicina Ambiental, uma iniciativa destinada a impulsionar a cooperação entre profissionais de saúde, pesquisadores e instituições de diferentes países com o objetivo de promover a pesquisa, a formação médica e o reconhecimento institucional das doenças relacionadas ao meio ambiente. A criação dessa rede busca também reforçar o papel da Europa como referência em sustentabilidade e saúde ambiental. “Temos que dizer em espanhol o que já publicamos em inglês”, destacou o pesquisador Nicolás Olea, participante do encontro, em referência à necessidade de transmitir à sociedade o conhecimento científico sobre o impacto dos contaminantes na saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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