PLATAFORMA ESTATAL DE TCAE UNIDOS POR EL C1
Avisam as comunidades autônomas que haverá mais mobilizações se não oferecerem soluções concretas MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) -
A Plataforma Estatal de TCAE Unidos por el C1 anunciou uma manifestação para este dia 26 de fevereiro em frente às secretarias de Saúde de todas as comunidades autônomas para denunciar a situação de precariedade laboral que, segundo afirmam, se arrasta há anos e que as administrações continuam ignorando.
Assim, após a greve realizada no passado dia 28 de novembro, o coletivo de técnicos em cuidados auxiliares de enfermagem volta a mobilizar-se perante a “falta de respostas concretas, compromissos cumpridos e soluções reais”. “A paciência de milhares de profissionais de saúde esgotou-se”, acrescenta a Plataforma num comunicado.
Neste contexto, a organização destaca que os TCAE são essenciais para o funcionamento diário do sistema de saúde, uma vez que sustentam a atenção direta ao paciente, garantem cuidados básicos, apoiam procedimentos clínicos e assumem uma carga asistencial crescente. No entanto, a Plataforma denuncia que continuam enquadrados numa “classificação profissional obsoleta”, com funções desatualizadas e remunerações que não refletem nem a sua responsabilidade nem o seu papel real no sistema de saúde. “Não pedimos privilégios, exigimos justiça. Exigimos o reconhecimento profissional e administrativo que nos corresponde por lei e por responsabilidade asistencial”, proclamam desde a Plataforma.
Concretamente, a organização exige uma reclassificação imediata para o C1, com base na sua formação oficial e em conformidade com o artigo 76.º da Lei do Estatuto Básico do Funcionário Público (EBEP), bem como uma equiparação salarial do subgrupo C1. A Plataforma pede às Comunidades Autônomas que não haja mesas de negociação “eternas” e que suas reivindicações sejam atendidas “sem remendos autônomos”. Além disso, a organização adverte que a mobilização de 26 de fevereiro não é um fato isolado, mas parte de um processo de luta que continuará se as administrações continuarem sem oferecer soluções concretas.
Por isso, a Plataforma Estatal de TCAE Unidos por el C1 apela a todos os profissionais do coletivo e à cidadania para que apoiem esta “revindicação legítima” que, segundo eles, “não afeta apenas os trabalhadores, mas também a qualidade do sistema de saúde público”.
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