Publicado 08/04/2026 08:37

Os sprays nasais autobronzeadores causam náuseas, dor de cabeça, fadiga e hipertensão, além de representarem um risco para a pele

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 29 de outubro de 2015, Baden-Württemberg, Stuttgart: Uma mulher observa um frasco de spray nasal colocado sobre um espelho.  Uma vacina em spray nasal contra o coronavírus, desenvolvida em Berlim, demonstrou vantagens em re
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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O TikTok e o Instagram se tornaram vitrines das tendências de bronzeamento, especialmente nos meses de maior radiação solar; esse é o caso dos sprays nasais que prometem deixar você bronzeado sem avisar que podem causar náuseas, cefaleia, fadiga, vômitos e hipertensão, além de alterações atípicas nas pintas, conforme alerta a Dra. Trinidad Montero, dermatologista do Grupo de Dermatologia Estética e Terapêutica (GEDET) da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV).

“O problema é que muitos desses produtos contêm melanotan, uma substância sintética não autorizada que estimula a pigmentação de forma sistêmica e cuja segurança não está totalmente garantida, com efeitos como os mencionados. No que diz respeito à pele, foram descritas alterações nas pintas, escurecimento de nevos pré-existentes, surgimento repentino de novas pintas e até mesmo alterações atípicas após o uso”, destaca a médica do Hospital Virgen de las Nieves, em Granada.

Quanto à questão de saber se esses sprays causam melanoma, ela afirma que, “até o momento”, não há grandes estudos que comprovem de forma definitiva que esses sprays causem melanoma, “mas existem casos clínicos e sinais de alerta suficientes para que sejamos muito cautelosos. Foram publicados casos de melanoma coincidentes com o uso de melanotan II e, mais recentemente, um caso que aponta o spray nasal de melanotan II como possível fator de risco para melanoma oral”, acrescenta.

Embora pareçam inofensivos, os aerossóis nasais comercializados nas redes sociais têm, por vezes, sabores de chiclete ou pêssego. No entanto, “eles representam um risco real à saúde”, o mesmo ocorre com outras modas, como tatuagens de bronzeamento, ‘tan lines’ ou calos solares.

“Não existe um bronzeamento saudável. A recomendação dermatológica continua sendo procurar sombra, evitar o sol forte do meio-dia, usar roupas, óculos e chapéu, e aplicar um protetor solar de amplo espectro FPS 30 ou superior, reaplicando-o a cada duas horas. Se alguém quiser um tom de pele mais escuro, a alternativa mais razoável são os autobronzeadores, que tingem a camada mais superficial da pele sem a necessidade de se expor ao sol, embora não substituam o protetor solar”, indica a médica.

SUN TATTOOS E 'TAN LINES'

As tatuagens de bronzeamento, ou sun tattoos, são desenhos criados ao expor a pele ao sol utilizando um bloqueador de radiação, como um adesivo ou um molde, de modo que os raios UV queimem as áreas descobertas, criando um contraste. Ou seja, obtém-se um "desenho tatuado" por meio do bronzeamento.

“Para conseguir esse desenho, é preciso deixar que algumas áreas recebam uma alta dose de radiação ultravioleta, queimem e se pigmentem. O resultado visível pode parecer ‘estético’, mas, na verdade, o que está ocorrendo é um dano à pele. Não há uma forma segura de decorar a pele usando radiação ultravioleta”, adverte.

Por outro lado, deixar a marca da alça do biquíni é um “acessório de verão” perigoso. “Buscar essa marca significa buscar o bronzeado de forma intencional, e isso implica aumentar a exposição solar. O problema não é apenas a possível queimadura daquele dia, mas a quantidade total de radiação que se acumula com o tempo. E esse acúmulo está relacionado a manchas, rugas, perda de elasticidade e também ao câncer de pele”, opina.

ACELERADORES DE BRONZEAMENTO E CALOSIDADE SOLAR

Hoje em dia, existe uma geração de cosméticos que prometem acelerar o bronzeamento, embora ele afirme que “seu efeito é muito limitado”. “Nos anos 80 e 90, não havia o conhecimento atual sobre o papel cancerígeno da radiação ultravioleta. Hoje sabemos que a exposição solar excessiva e os dispositivos de bronzeamento artificial causam danos cutâneos, e que a fotoproteção deve ter como objetivo reduzir a dose de UV, não facilitar exposições mais longas”, afirma a respeito.

Quanto à tendência viral do momento, o “callos solar”, a dermatologista lembra que “o bronzeamento não é saúde, é sinal de dano”. Essa prática consiste em se expor ao sol sem proteção para criar uma suposta “tolerância” ou camada protetora na pele.

“Do ponto de vista biológico, o bronzeamento é uma resposta adaptativa aos danos causados pela radiação ultravioleta, não uma proteção saudável. A pele pode ficar mais morena, mas isso não significa que esteja protegida de forma segura. Esse bronzeamento aparece porque a radiação ultravioleta já provocou uma resposta de defesa”, explica a especialista.

Além disso, ela lembra que “em peles claras, muitas vezes o bronzeado aparece depois que o limiar de queimadura já foi ultrapassado. O problema é que, embora a pessoa se queime menos com o tempo, continua acumulando danos que favorecem o envelhecimento prematuro da pele e o câncer de pele”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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