Publicado 23/07/2026 09:27

Os sindicatos do setor rejeitam a proposta das Comunidades Autônomas de retomar as negociações sobre o Estatuto-Quadro

Archivo - Arquivo - Médico mostrando uma radiografia a um paciente no consultório.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -

Os sindicatos do Âmbito de Negociação manifestaram sua rejeição à proposta apresentada pelas comunidades autônomas (CCAA) no último Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS), na qual defendem o reinício das negociações do Estatuto-Quadro, ao que se opõem a União Geral dos Trabalhadores (UGT), as Comissões Operárias (CCOO) e o Sindicato dos Enfermeiros (SATSE).

Na opinião dessas organizações sindicais, o verdadeiro objetivo dos governos regionais com essa proposta é “atrasar ou impedir a entrada em vigor de medidas que, embora melhorem e fortaleçam os direitos trabalhistas, não atendem aos seus interesses ao estabelecer limites a uma discricionariedade que tem permitido manter profundas desigualdades entre os diversos serviços de saúde”.

Essa proposta “não reflete uma vontade de aperfeiçoar o texto”, afirmaram, razão pela qual instaram a que se explique o motivo de sua oposição “a uma norma que amplia direitos, melhora as condições de trabalho e uniformiza as garantias para todo o pessoal estatutário do SNS”. “A carta enviada pelas Comunidades Autônomas ao Ministério da Saúde representa uma tentativa de questionar o processo de negociação coletiva desenvolvido ao longo de anos no âmbito legalmente competente para tal e de frear uma reforma há muito reivindicada”, argumentaram.

“É difícil compreender que aqueles que, por mais de 20 anos, atuaram como administrações empregadoras do SNS pretendam agora desacreditar um processo de negociação conduzido entre o Ministério da Saúde e as organizações sindicais legitimadas para representar o pessoal estatutário”, acrescentaram.

O texto do anteprojeto de lei “representa o maior avanço em direitos trabalhistas do pessoal estatutário desde a aprovação da Lei 55/2003”, continuaram a UGT, a CCOO e a SATSE, em seguida, afirmaram que “é igualmente contraditório que as mesmas administrações que reivindicam voltar ao ponto de partida sejam aquelas que dispõem de amplas competências para melhorar as condições de trabalho e, no entanto, não tenham impulsionado, com a mesma determinação, medidas para reforçar os quadros de pessoal”.

AFIRMAM QUE A NORMA NÃO INVADE COMPETÊNCIAS

De fato, indicaram que essas mesmas administrações também não tomaram medidas para “racionalizar as jornadas de trabalho, reduzir a precariedade, prevenir riscos ocupacionais, melhorar a organização da assistência ou negociar avanços em suas próprias mesas setoriais”. De qualquer forma, insistiram que o novo Estatuto-Quadro “não invade competências autônomas nem limita a capacidade de gestão dos serviços de saúde, mas estabelece um marco comum de direitos”.

Por fim, e considerando que essa norma “ainda está sujeita a incorporar melhorias durante sua tramitação parlamentar”, reiteraram que “os profissionais não precisam voltar à estaca zero”, mas sim “que, finalmente, uma reforma há muito negociada se traduza em direitos efetivos e em uma melhoria real de suas condições de trabalho”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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