Publicado 22/06/2026 06:26

Os sensores microeletromecânicos como o sistema nervoso dos robôs: é assim que eles aprendem a ver e a sentir o ambiente

Um robô humanóide segura uma garrafa de plástico na mão
BOSCH

MADRID 22 jun. (Portaltic/EP) -

Os robôs começam a perceber e se adaptar ao ambiente em tempo real graças aos sensores microeletromecânicos (MEMS), cujo tamanho é dez vezes menor do que a pata de uma formiga, o que lhes confere algo semelhante aos sentidos humanos para que possam tocar, ver e se orientar.

A automação entrou em uma nova etapa impulsionada pela inteligência artificial, que permitiu dar o salto da programação de cada movimento para uma abordagem na qual se ensina a uma máquina como decidir o que deve fazer.

Esse ponto de inflexão que a robótica está vivendo tem, em seu centro, os sensores MEMS, que atuam como o sistema nervoso dos robôs modernos. Esses dispositivos — alguns com estruturas de apenas 4 micrômetros, dez vezes menores que a pata de uma formiga — permitem medir em tempo real variáveis como movimento, orientação, pressão ou vibrações.

Com as informações obtidas por meio deles, os robôs não apenas executam ordens, mas também percebem seu ambiente, interpretam-no e agem de acordo com isso, conforme explica a Bosch, empresa que fabrica esses sensores para veículos, dispositivos eletrônicos e sistemas industriais, e que agora os aplica também à robótica para dotá-la de novas capacidades.

Os sensores permitiram avanços em dois pilares principais: o sentido do tato e a visão. O primeiro deles é o que permite que um robô identifique um objeto, reconheça sua forma e o localize no espaço, além de pegá-lo com cuidado caso detecte que se trata de um elemento delicado, como um copo de vidro ou um ovo.

Com a ajuda de algoritmos e uma combinação de mecânica e sensores, os sistemas avançados baseados em pressão e unidades de medição inercial permitem detectar quanta força está sendo aplicada, como ela se distribui sobre a superfície e se o objeto começa a deslizar. Tudo é ajustado em tempo real. O resultado é um movimento preciso, dinâmico e adaptativo, que reproduz os princípios pelos quais a mão humana se move.

Outro pilar é a visão, que os robôs obtêm com a integração de câmeras em pontos estratégicos, o que lhes permite reconhecer objetos e interagir com o ambiente. Por estarem em movimento constante, eles utilizam sensores que estabilizam a visão em tempo real para evitar imagens borradas e contam com tecnologias como LiDAR, câmeras 3D ou sistemas de mapeamento para construir representações tridimensionais do ambiente, com o objetivo de se mover de forma autônoma e manter o equilíbrio em superfícies irregulares.

A nova geração de robôs aprende manipulando objetos, experimentando e corrigindo erros; capacidades que já estão plenamente implementadas em ambientes industriais e logísticos, onde os robôs operam em condições controladas e agregam valor em tarefas repetitivas ou exigentes.

Para a Bosch, conforme indicado em um comunicado à imprensa, o próximo passo é levar esses sistemas para o mundo real. E fazê-lo em um contexto em que se estima que o mercado de sensores MEMS ultrapasse 16.500 milhões de euros em 2030, com um crescimento sustentado nos próximos anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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