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MADRID, 22 jul. (EUROPA PRESS) -
Uma nova revisão realizada por especialistas da Universidade Tecnológica de Xingjian, na China, e da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça) explora os avanços e desafios recentes no projeto de robôs multimodais bioinspirados, ou seja, sistemas capazes de alternar entre diferentes modos de movimento, como voar e andar.
Conforme publicado na revista “Science Robotics”, esses robôs têm o potencial de aproveitar a adaptabilidade e a agilidade dos animais, ao mesmo tempo em que otimizam a eficiência e a velocidade para se deslocarem em diversos ambientes.
Neste trabalho, os pesquisadores examinam o desenvolvimento histórico dos robôs multimodais inspirados na natureza e identificam considerações-chave de projeto, como a alocação de espaço (espaço limitado a bordo para componentes que permitem diferentes movimentos) e a morfogênese corporal (a capacidade de modificar o corpo do robô para facilitar movimentos variados).
Os autores também propõem cinco métricas de desempenho que poderiam ajudar a avaliar o projeto e o desempenho dos robôs multimodais. Entre elas estão o número de modos de movimento distintos, o custo relativo da integração de módulos adicionais, o número de componentes que podem ser compartilhados entre diferentes modos para melhorar a eficiência, o tempo ou a energia consumidos durante a mudança de modo e a melhoria geral do desempenho ao combinar diferentes modos.
A revisão também destaca os avanços recentes e as direções futuras na construção, no controle e na operação autônoma de robôs multimodais bioinspirados. “Pesquisas futuras podem abrir caminho para robôs multimodais bioinspirados que não apenas igualem, mas superem a agilidade, a eficiência e a adaptabilidade de seus equivalentes biológicos”, concluem os autores.
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