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MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
A Dra. Elena Millá, membro da Sociedade Espanhola de Glaucoma (SEG), enfatizou a importância de realizar um estudo genético tanto dos pacientes com glaucoma congênito quanto de seus familiares, pois há 25% de chance de ter outro filho com essa doença, que causa um desequilíbrio do humor aquoso e é a principal causa de cegueira e deficiência visual irreversível no mundo.
"Para esse tipo de doença, como o glaucoma congênito, o mais importante é o estudo genético, e não só da pessoa afetada, mas também da família, pois é possível ser portador e transmissor. O médico aconselha que os pais fiquem atentos, porque eles podem ser portadores e não existe portador saudável", disse o Dr. Millá por ocasião do Dia das Doenças Raras, que é comemorado nesta sexta-feira.
O membro do SEG insistiu na importância da vigilância dos pais, enfatizando que a doença se manifesta nos primeiros três anos de vida e que afeta "uma alta porcentagem" de ambos os olhos, embora não com o mesmo grau de intensidade.
Em relação a isso, o presidente da SEG, Francisco Muñoz Negrete, enfatizou a importância da detecção precoce do glaucoma e da informação sobre os pacientes com maior risco de desenvolvê-lo.
O glaucoma congênito é dividido em glaucoma primário, que é o mais comum e no qual a falta de tratamento adequado e oportuno pode levar à perda total da visão no olho afetado; e glaucoma secundário, que afeta os casos associados a malformações oculares congênitas ou hereditárias, como aniridia, síndrome de Axenfel ou anomalia de Peters, além de estar associado a malformações de outros órgãos.
Diversos especialistas abordarão o tema do glaucoma no 19º Congresso da SEG, que será realizado entre 6 e 8 de março no Centro de Conferências e Auditório Kursaal, em San Sebastián.
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