Eles consideram que o Estado tem uma "dívida pendente" e reivindicam seu "direito à saúde, à reparação e à memória".
MADRID, 24 out. (EUROPA PRESS) -
A Federação Espanhola de Organizações de Pacientes com Pólio e Síndrome Pós-Pólio (FEP) denunciou a "negligência" das autoridades que "não se preocuparam" em atender às necessidades das pessoas afetadas por essa doença, afirmando que "a pólio não é história passada, mas uma ferida aberta que ainda condiciona a vida de milhares de sobreviventes".
No Dia Mundial da Pólio, a EFJ advertiu em uma declaração divulgada sob o slogan 'A negligência de ontem é a injustiça de hoje' que o Estado ainda tem uma "dívida pendente" com os doentes e afetados, e reivindicou seu "direito à saúde, à reparação e à memória".
Como ele explicou, "na Espanha do pós-guerra, a vacina contra a poliomielite chegou com um atraso imperdoável", mas "a democracia também não esteve à altura da tarefa". Assim, ele aludiu ao fato de que o grupo se sente invisível, carece de recursos específicos e, enquanto isso, as instituições são indiferentes.
"A Lei da Memória Democrática deu um primeiro passo ao reconhecer a responsabilidade histórica do Estado. No entanto, esse reconhecimento corre o risco de se tornar um gesto simbólico e vazio se não for traduzido em ações concretas", destacou. Sobre esse ponto, ele destacou que "a passagem do tempo está trabalhando contra nós", levando em conta que o grupo de pessoas afetadas está envelhecendo sem uma resposta institucional.
Por esse motivo, os doentes e afetados pela pólio e pela síndrome pós-pólio enfatizaram que a mobilização do Dia Mundial da Pólio "não olha apenas para o passado", mas "questiona o presente e o futuro imediato". A justiça não pode esperar pelo desaparecimento biológico de suas vítimas.
DEMANDAS QUE NÃO PODEM SER ADIADAS
Nesse contexto, eles fizeram uma série de exigências "improrrogáveis" que incluem, em termos de saúde, acesso garantido à reabilitação permanente, fornecimento gratuito de ortopedia atualizada e a criação de protocolos médicos específicos para a síndrome pós-pólio em todo o sistema de saúde.
Além disso, eles exigiram ajuda financeira para a adaptação de moradias, prioridade em moradias públicas acessíveis e o estabelecimento de pensões de caráter compensatório que reconheçam os danos causados.
Junto a isso, exigiram reparação histórica com a inclusão real dos afetados nos marcos da Memória Democrática, com mecanismos de monitoramento e garantias de cumprimento por parte do Estado. "O que ontem foi negligência não pode se consolidar hoje como injustiça", enfatizaram.
Por fim, explicaram que, recentemente, representantes do Conselho Diretor da FEP se reuniram em Madri com funcionários do Ministério dos Direitos Sociais e do IMSERSO para apresentar-lhes as demandas expostas nesse manifesto. "Fomos informados de que a Lei de Dependência e Deficiência elaborada pelo Governo está aguardando aprovação no Congresso dos Deputados, e a impressão que tivemos é que ela está em segundo plano", apontaram.
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